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terça-feira, 23 de setembro de 2014

Aí estão elas outra vez...





Amarilys belladonna ou, como são conhecidas nos Açores, "meninas vão à escola", são as flores do momento no jardim da Catita, centenas delas! Setembro é o mês destas fantásticas flores pelas quais ando encantado...

domingo, 11 de maio de 2014

Cardo bola, mais uma das nossas belas plantas


Este é talvez um dos mais belos cardos da nossa flora autóctone (Echinops strigosus), no inicio da sua floração, no jardim do Ludgero. Combina na perfeição com todo o cenário já construído, com muitas pedras e plantas suculentas.
Será que com esta foto consigo convencer alguém para o uso desta planta em jardins? Gostaria de pensar que sim...

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Centro de mesa para o Natal


Reutilizei uma velha terrina, juntei-lhe um conjunto de plantas suculentas e "voilà"! Eis a minha proposta para um centro de mesa neste Natal.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Cores de um outono algarvio


Sendo uma árvore pouco exigente e de fácil cultivo, é uma pena não se ver mais por cá. Trata-se de uma paineira rosa (Ceiba speciosa) em plena floração. Nesta altura do ano são um espanto.

segunda-feira, 12 de março de 2012

29 km no reino das aromáticas...










... guardado por alguns sobreiros gigantes. Isto foi o que nos esperava, ao longo de todo este troço da Via Algarviana (entre as povoações de Cachopo e Barranco do Velho), em que muitas foram as subidas, e desejadas as descidas, por entre "florestas" de urzes de flor branca, com os seus enormes troncos, viburnos, medronheiros, etc., e paisagens a perder de vista, numa serra conhecida como a do Caldeirão. A rica e abundante flora silvestre, rica em plantas aromáticas, e arbustos resistentes à seca, verdadeiras lições para qualquer projeto de jardins de baixa manutenção. Por vezes não sabemos o que plantar no jardim, e ao longo destes 29 km não faltaram belas sugestões.
Ainda houve tempo para dar um mergulho numa das ribeiras de águas cristalinas, almoçar junto a uma cascata, e brincar com algumas pedras, perder-me e sentir o isolamento em que o único "ruído" era das muitas abelhas que, atarefadamente, colhiam o pólen.
Hoje, olhando para as fotos, tenho vontade de repetir esta caminhada com mais tempo. Foi, a meu ver, um dos mais belos percursos da Via feitos até ao momento.

sábado, 9 de abril de 2011

Jardim das heras






Sempre gostei de heras e da sua capacidade de camuflar casas, muros e tudo que sirva de suporte às suas guias; lembro-me até de um velho carro completamente "engolido" por uma densa camada de folhas verdes. Hoje, e sempre que tenho condições, utilizo esta planta para recriar esses cenários da minha memória, com uma pequena diferença: o de poder criar o cenário e de ter acesso a variedades que nem sequer sonhava que existiam. Por exemplo, para uma zona com mais sombra e junto à casa, optei por uma hera de folha pequena  tricolor (as diferentes tonalidades trazem luz à área), e com um crescimento controlado. Neste caso, a planta sobrevive apenas com a chuva de inverno, e pouco mais. Noutros espaços do jardim voltado a Norte, onde há muros em pedra, a escolha recaiu em variedades de folha verde e matizada.
Com todas estas opções, consigo criar um espaço tem tem sempre um ar "fresco", mesmo em pleno Verão, pelo verde constante, e pelo brilho que as folhas sempre apresentam, e, obviamente, sem grandes exigências em termos de rega. As poucas regas também contribuem para um crescimento mais controlado, e sem necessidades de manutenção, com cortes constantes.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Respira-se primavera...










Estas fotos mostram uma parte de um espaço que comecei a criar há dez anos atrás. Este é o meu mundo, um ecossistema onde me sinto bem, um "filho", e que anualmente me faz sentir cada vez mais orgulhoso, mas também cada vez mais pequeno perante este espaço. Funciona, também, como sala de exposições onde apresento uma visão muito pessoal, que vai desde a construção com pedra, reciclagem, instalações artísticas, combinação das nossas plantas selvagens com outras, etc., em que a intenção é sempre cativar o olhar de quem passa. São mil metros quadrados com a casa, em que cada janela funciona como uma moldura interior de um quadro cujo tema é um determinado cenário exterior, muito diferente à medida que se percorre o espaço. São quatro jardins num só, unidos por escadas, caminhos, rampas, e vários pequenos recantos secretos, onde a fantasia e a contemplação são uma constante. Foi este cenário que deu origem ao nome do blog.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Algarve em flor


Este é um cenário ligado a uma imagem bucólica do Algarve, com as suas casas brancas, os campos verdejantes, salpicados de amendoeiras em flor, perfeitos bouquets, do rosa intenso ao branco puro. Uma curiosidade: lembro-me do meu avô dizer que a amêndoa amarga (fruto de amendoeiras que nunca foram enxertadas) estava, normalmente, associada à flor rosa suave, e o rosa mais intenso estava associado à chamada "amêndoa de coco", que tem como característica principal uma casca mole, que era facilmente quebrada entre dois dedos. Esta última, infelizmente, já dificilmente se encontra.
Mas este é, também, e cada vez mais, um cenário que corre riscos de extinção... As gerações que, durante séculos, cuidaram e substituíram as amendoeiras não têm encontrado substitutos à altura. Neste momento, o mercado está mesmo a ser invadido por amêndoas de outras paragens mais em conta, por exemplo, a Califórnia! E é com estas importações que se mantêm as tradições doceiras do Algarve, ou melhor, do Allgarve...

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

A Primavera antecipada do Algarve



É bom regressar e sentir o aroma doce que paira no ar, e tudo graças às muitas ervas aromáticas que naturalmente crescem aqui no Algarve: estevas, tomilhos, alfazemas, alecrins, urze, etc. Quando se faz a viagem de Lisboa para baixo, sobretudo quando se atravessa a serra algarvia, somos recebidos com um aroma inconfundível, quase mel, o que me faz pensar que dificilmente sairia deste lugar para mudar num outro qualquer. Para além disso, a Primavera aqui confunde-se com o Inverno; neste momento, e um pouco por todo o lado, existem flores, como as do alecrim nas fotos. E um dos postais mais comuns da época no Algarve começa agora a ser pintado. as amendoeiras estão a florir! Estou feliz por estar de volta (apesar de estar engripado...)

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

"Jardim da ribeira seca das calcites"


O jardim na Quinta dos Reis, em Alcantarilha, está finalmente (quase) pronto! Mesmo antes da minha viagem, para iniciar o meu novo projecto, na Florida, e também mesmo a tempo das primeiras chuvas de Inverno. Tudo começou por um convite feito pelos amigos Reis Cabrita e, como já é hábito da minha parte, não sabia o que e quando fazer, apenas disse que sim...
Ao longo dos últimos meses, planta a planta, pedra a pedra, o espaço começou a tomar forma. Claro que só com o voto de confiança dado no início pude seguir ao meu ritmo, o que nem sempre é possível. As soluções aqui postas em prática, dependeram sempre do meu estado de espírito, daquilo que ia encontrando ao longo do meu caminho, das idas à serra, a Sintra, ao caixote do lixo (o meu "garden center" favorito), etc., etc. O facto de também ter tido a família Reis Cabrita a participar em alguns dos momentos deste processo foi uma mais valia essencial, pois acredito que as memórias adquiridas ao longo do projecto são um aspecto fundamental para quem o vai viver.
A selecção de plantas para o projecto teve em conta a sua resistência à falta de água, pormenor importante no Algarve, assim como gostos partilhados entre mim e os proprietários. Entre elas, estão algumas variedades de agaves (p.ex., o Ferox, disfarçado de árvore de natal na foto...!)), de aloés, lírios, uma palmeira-anã do Algarve, alfazemas, estevas, alecrins e tomilhos, as 4 últimas fazendo parte da paisagem natural algarvia, detentoras de aromas específicos.   A acompanhá-las, muitas pedras escolhidas a dedo (do Barrocal algarvio, do Alentejo, de Sintra, etc.), que se tornam em elementos escultóricos únicos que pontuam toda a área do jardim. O elemento principal deste espaço (um tronco) surgiu por acaso, e graças a ele nasceu a ideia de criar uma ribeira seca e um espaço convidativo à contemplação.
No geral, o jardim pode ser dividido em 4 "instalações": até à ribeira seca, uma zona mais árida com agaves, aloés e seixos; depois, integrando o tronco, uma zona de sombra coberta a casca de pinheiro; a terceira, é a das ervas aromáticas; para terminar, uma zona dedicada aos lírios e alfazema selvagens do Algarve. A pontuar o espaço, que tem a forma triangular, uma Yuca.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Dica: esteva, esteva nossa






Vulgarmente conhecida como esteva, e cientificamente conhecida por Cistus, é um dos arbustos ou sub-arbusto mais comuns no nosso país. O seu aroma há muito que faz parte da memória dos povos do Mediterrâneo; por exemplo, já os romanos extraiam o seu óleo para uso quotidiano em perfumaria. Está normalmente relacionada com paisagens de solos muito pobres, e é conhecida pela sua resistência à falta de água, sendo, portanto, uma planta rústica. Tem sido uma das minhas plantas favoritas quando crio espaços novos, sobretudo pelas suas características aromáticas facilmente apreciadas quando se caminha junto delas. O seu aroma é bastante peculiar, ligeiramente adocicado, sobretudo quando existe humidade no ar. É umas das plantas que aconselho para jardins de baixa manutenção, e que, quando combinada com outras plantas aromáticas (alfazemas, tomilhos, e alecrins), ajudam na criação de uma paleta de aromas ricos e únicos.
É neste período do ano que o transplante é aconselhado, pois a planta ainda está adormecida, após um longo período de calor. No transplante, é sempre aconselhável trazer as raízes envolvidas no bom torrão do local onde estava originalmente, para facilitar a sua adaptação ao espaço novo. A floração tem início no Inverno e prolonga-se pela Primavera.
A maior parte das fotos foram tiradas num jardim que criei em Porches (Algarve).

sábado, 18 de setembro de 2010

Jardim do pátio interior da Casa Catita


O Algarve é uma região do país que tem um clima característico de uma zona 10, o que permite combinar plantas exóticas de várias partes do mundo, da mesma zona climática. Em relação a estas imagens, as plantas são quase todas originárias da América Central/Sul, com a particularidade de todas elas serem resistentes a Verões secos. Entre elas, destaco o Agave Attenuata, a Yucca Aloifolio "Marginata", Tecoma Stans (flor amarela), Buganvilia e romãzeira. Na base de todas estas plantas, existem também algumas plantas aromáticas, sobretudo no limite do passeio, de forma a libertar odores quando são tocadas. Entre elas, alfazemas, tomilhos, hortelã e poejo.
Para refrescar, existe o lago, com seis carpas Koi, algumas rãs concertistas, uma bonita ilha de nenúfares, com um apontamento ou outro de trabalhos meus em pedra esculpida.

domingo, 12 de setembro de 2010

Postais do Algarve



Deslumbramentos de alguma da paisagem litoral algarvia... Gosto muito de caminhar ao longo desta costa, e também de poder partilhá-la com quem nos visita.