Muitas são as orquídeas selvagens que crescem em Portugal. Esta é talvez a mais curiosa, conhecida por cá como orquídea dos rapazinhos ou do homem enforcado (Aceras anthropophorum ou Orchis itálica). Esta é uma das curiosidades botânicas do jardim da "Casa Catita".
Acho que sou um respigador moderno... Não tenho uma profissão definida, não tenho colegas de trabalho, e vivo dos pequenos prazeres do dia-a-dia, difíceis de explicar. Tudo o que faço é feito com paixão e total entrega àquilo que, para muitos, não tem qualquer valor. Gosto de criar os meus jardins secretos, reciclando, sempre que possível, plantas e outras coisas que vou encontrando no meu caminho. Agradeço a visita daqueles que queiram partilhar das minhas paixões...
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sexta-feira, 14 de março de 2014
domingo, 10 de junho de 2012
300 km depois...
Hoje, finalmente, chegamos ao destino, o cabo de São Vicente. Este último setor 14 da Via Algarviana, com cerca de 17 km, teve como cenário as planícies do concelho de Vila do Bispo, e as belas falésias da costa atlântica, próximo do farol do cabo de S. Vincente. As imagens das falésias ficarão para outro dia. Terminou, assim, esta aventura, a de atravessar um Algarve rural e interior tão genuíno e pouco conhecido. Penso que hoje, posso considerar-me um pouco mais algarvio, e digno desta região que escolhi para viver... Foi uma viagem no tempo, cheia de cores, aromas e paisagens deslumbrantes, que me fizeram gostar ainda mais desta região.
Habituei-me a usar os domingos dos últimos meses nesta aventura "a penantes", e agora não sei o que fazer para ocupar os próximos... ;-) Pelo menos, vou voltar a dormir até às 9h, em vez de estar a fazer sandes às 6h30 da manhã!!
Aproveito para, mais uma vez, agradecer a simpatia e força dos comentários daqueles que me presenteiam com a sua visita ao blog. E não se preocupem, este estado de espírito é passageiro, é parte de um processo de vida, com altos e baixos criativos.
quinta-feira, 21 de abril de 2011
A floração dos acantos
Quando era criança, gostava de brincar no meio desta plantas que cresciam numa mata de carvalhos, próximo de casa. Todos os anos por esta altura, e estando eu de férias escolares, passava longas tardes nesta mata repleta destas estranhas plantas, com as suas enormes flores e folhas. Este local, durante muitos anos, foi mágico, uma espécie de mundo primitivo onde me sentia bem e gostava de estar. Esta era, também, uma planta que me intrigava muito, pois pouco tempo depois desaparecia por completo sem deixar rasto. Às vezes, sinto saudade desta ingenuidade típica destas idades. Hoje, sempre que encontro acantos, recordo a minha infância e adolescência, como aconteceu há uns dias atrás quando fui até Alte, aqui no Algarve. É uma planta robusta do Mediterrâneo , muito ornamental, gosta de sombras, e, no nosso clima, sobrevive apenas com a água da chuva. A parte vegetativa seca por completo durante os meses mais quentes. O local onde cresce não deve ser mexido, pois pode prejudicar o crescimento no ano seguinte.
Uma curiosidade: desde a antiguidade que as folhas desta planta são reproduzidas na escultura, como é o caso dos capitéis do estilo coríntio.
segunda-feira, 7 de março de 2011
Foto do dia: freitilária-de-Portugal
Graças a alguns sacos de terra que vieram de Monchique no ano passado, este ano tenho estas belas flores no meu jardim e, portanto, uma novidade na Catita. São plantas de bolbo originárias da península Ibérica e relativamente raras. E com esta imagem dei comigo a pensar que tinha um pouco da serra de Monchique em flor à beira mar...
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