sábado, 8 de outubro de 2011

Jardim das Horas







Foi um excelente dia para limpar o pó a alguns dos meus relógios antigos e, porque não, decorar o jardim por algumas horas. Um pouco excêntrico, talvez...  
Gosto muito de colecionar todo o tipo de velharias, e estes velhos relógios americanos são a prova disso. Acho que, por vezes, perco a noção de espaço e é frequente entrar em conflito com a família e amigos a esse respeito. Não só já transformei a minha casa em "armazém" como, sempre que posso, utilizo os outros espaços disponíveis para armazenar as minhas coisas velhas, achando sempre que, talvez um dia, possam ser úteis em algum dos meus projectos projectos.  
Assim foi com estes relógios em que, a certa altura, até a casa de banho "dava horas". Felizmente, muitos deles estavam avariados. Hoje, parte da colecção permanece nos E.U.A, outros estão em Sintra e estes estão aqui no Algarve.

Tenham um bom fim de semana.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Deve ser um prazer regressar a casa...



Esta buganvília consegue reunir duas características que eu aprecio nas plantas: uma floração intensa e a folhagem variegata. Confesso passar, muitas vezes de propósito, junto desta casa em Pêra, só para poder admirá-la, e até já plantei uma igual na entrada da Catita, na esperança de um dia recriar um cenário semelhante. Uma das vantagens desta variedade é ser bastante colorida e alegre, mesmo durante o Inverno, e após perder a maioria das "flores".
É, sem dúvida, um  apontamento de bom gosto nesta rua e, já agora, os meus parabéns ao proprietário.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

A mesma planta, um ano depois.



Mais dois bons exemplos da capacidade de recuperação das plantas. Estas duas suculentas foram encontradas junto ao lixo há um ano atrás, com muito mau aspecto, como pode ser visto nas duas primeiras fotos do lado esquerdo. Após alguns meses no "hospital", transformaram-se radicalmente, e hoje, ninguém diria que são as mesmas plantas. Esta recuperação surpreendente é uma das maravilhas da natureza e da qual gosto de fazer parte. Tenho um prazer enorme em recolher plantas que vão surgindo no meu caminho, na maioria das vezes em mau estado, e dar-lhes facilmente uma vida nova, bastando para isso terra adequada, alguma água e mais ou menos luz solar. É fácil e gratificante.    
A primeira suculenta é um Graptopetalum  paraguayense , e a segunda é um Kalanchoe marmorata.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

As metamorfoses das suculentas



Estou cada vez mais rendido ao incrível mundo das suculentas, e à capacidade destas de resistir a longos períodos de seca. Sou muitas vezes criticado por uma amiga, no que respeita às regas que faço (normalmente poucas durante o Verão), porque segundo ela, devia regar mais vezes o jardim. Entramos em confronto com muita facilidade, pois sou da opinião de que as plantas são mestras na sobrevivência, e um bom exemplo disso são as suculentas.
Por outro lado, acho que é um pouco monótono exibir plantas que tenham o mesmo aspeto ao longo do ano. Confesso gostar da sazonalidade de um jardim e das transformações incríveis que plantas sofrem, mediante a exposição solar, a temperatura ou ainda a humidade. No caso de jardins xerófilos, em que as plantas ficam como que adormecidas e muito secas,  mal começa a chover assistimos quase a um milagre da vida. Estou ansioso por assistir a este milagre, mas parece que este Verão não quer terminar este ano. Tal como as minhas plantas, até eu já sinto a falta da chuva.
As duas primeiras fotos são da mesma planta, um Aeonium arboreum, e o seu aspeto de Inverno e de Verão. E a segunda planta é um Kalanchoe thyrsiflora, e o que é interessante, neste caso, é a luz solar, que faz a planta tornar-se muito vermelha quando plantada ao Sol.

sábado, 1 de outubro de 2011

Uma bela e impressionante palmeira.




Se há uma palmeira que não deixa ninguém indiferente, será esta Bismarckia nobilis de Madagáscar. Gosto muito de palmeiras, e confesso ainda não ter perdido a esperança de um dia plantar uma destas no jardim, embora reconheça que não tenho um espaço adequado para esta "escultura" viva. 
Gosto de imaginar que um dia terei uma casa em forma de moinho, construída em pedra, com um terraço panorâmico e, em redor desta, um círculo de sete palmeiras bismarckias. Mas como o Algarve está infestado de escaravelhos esfomeados por palmeiras, o mais certo será, em vez de palmeiras verdadeiras, optar por de umas plástico... Estou a brincar, mas a verdade é que esta praga está incontrolável no Sul do país, e vamos seguramente assistir a uma mudança rápida na paisagem, da qual as palmeiras faziam parte, e acho que nem a nossa palmeira anã europeia vai escapar. Este insecto parece trazer com ele um atestado de óbito para todas as palmeiras no nosso país... É tudo uma questão de tempo, o que é assustador!
As fotos foram tiradas num dia de frio, em Orlando.

Um bom fim de semana

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Medronho




Hoje gostava de partilhar algumas fotos dos meus medronheiros, e da sua impressionante carga de fruto. Tudo começou há 8 anos, quando optei por plantar alguns medronheiros no jardim da casa de família em Pêra. A primeira reação de algumas pessoas residentes foi, a meu ver, um pouco estranha... 
Tradicionalmente, estes arbustos (Arbutus unedo) crescem no interior do Algarve montanhoso, e é muito raro encontrá-los junto ao litoral. Fui logo informado de que não seria apropriado plantá-los naquele sítio, e algumas das razões seriam o terreno de areia e a proximidade do mar. Pois bem, como gosto de provocar  "velhos do Restelo", acho que ainda plantei mais uns quantos. E hoje, olhando para trás, acho que tinha razão. O medronheiro é um excelente arbusto para sebes que, e durante mais de 3 meses, diariamente,  produz estes belos frutos que, quando fermentados e destilados, dão origem à aguardente de medronho. 
Estas imagens vão abrir o apetite da minha família, e acho que vão sentir vontade de dar um salto ao Algarve, visto que são viciados neste fruto.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

E assim se poupam 200 euros em plantas...






Este é o resultado do último "safari" às plantas. Estas 13 plantas (3 agaves attenuatas, 4 aloes arborescens e 6 bonitas yuccas yewell). Em relação a estas últimas, chamo a atenção para as folhas que, quando são colocadas em contra luz, são translúcidas. Esta variedade ainda é pouco comum nos nossos garden center. Feitas as contas, e se tivesse que comprar tudo isto, 200 euros não seriam suficientes. É claro que irão precisar de alguns meses de "hospital", mas, no final do tratamento, ninguém dirá que foram encontradas à beira da estrada... Uma característica comum a todas elas é que pegam muito bem de estaca, e sobrevivem só com a água da chuva, sendo excelentes para jardins de baixa manutenção. 
Estas plantas vão juntar-se a outras já recolhidas e a outras ainda por recolher, e irão fazer parte do futuro jardim do meu amigo Ludgero que vive próximo de Vilamoura. 
O dia terminou com um segundo safari, e desta vez o resultado foi um belo conjunto de pedras que vão fazer companhia às plantas anteriores... 
 

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Flores de paineiras





Ultimamente estas árvores têm sido plantadas em espaços público, e acredito que a maioria das pessoas, tal como eu até há pouco tempo, desconhecem-na por completo. 
Esta árvore é um dos símbolos da Amazónia e, talvez, uma das mais espetaculares que conheço. O Algarve, tal como outras regiões do país, tem boas condições para a sua plantação, e como não é muito exigente, é uma árvore que eu aconselho, e uma das razões é, sem dúvida, a floração que apresenta nesta altura do ano. 
Enquanto jovem, a árvore apresenta estes enormes picos, que vão caindo ao longo dos primeiros anos. Uma outra curiosidade está no facto do tronco produzir clorofila mesmo no Inverno, quando fica sem folhas. A paineira-rosa é conhecida cientificamente como ceiba speciosa, parente da famosa árvore da sumaúma. Existe um belo exemplar junto ao Jerónimos, em Lisboa, que nesta altura está completamente florida, e que merece uma visita!
Este ano vou substituir uma das três nespereiras da Catita por uma outra árvore,  e acho que tenho aqui uma bela candidata.

domingo, 25 de setembro de 2011

A sereia da ilha deserta...






Hoje, durante um passeio na ilha deserta, um das belas ilhas da Ria Formosa, encontrei uma sereia Barbie... Desde já peço desculpa pela nudez do moça, mas como é uma zona nudista, não se pode esperar outra coisa. Ela está nua, mas com brincos...! Há que manter a pose... ;-)
Este "ideal" de beleza, e símbolo desta sociedade consumista, não estava só! Infelizmente, estava muito bem acompanhada por muito do lixo resultante desse mesmo consumo. E para muitos, ela também é lixo... E digo infelizmente, porque é triste constatar que nem estes pequenos paraísos conseguem escapar a cenários destes. A inspiração do momento deu para fazer uma boa sessão fotográfica, que faria inveja a muito manequins que andam por aí.
Vou tentar organizar uma acção de limpeza na ilha. Pode ser que também  encontre o Ken...

sábado, 24 de setembro de 2011

Mais um tronco de amendoeira para o jardim





Não consigo resistir a estes belos troncos que, para a maioria das pessoas, não passaria de mais um belo pedaço de madeira para o lume. É claro que o clima mais seco do Algarve faz toda a diferença, quando o objectivo é usá-los em jardins ao ar livre, pois permite a sua conservação por muito mais tempo. 
Ontem, e após um belo almoço, achei que precisava de um pouco de "ginásio", e é claro que, no meu caso, a coisa passa por ir à procura de algo... E assim aconteceu: pouco tempo depois tinha este belo tronco e mais umas quantas pedras no carro.
Hoje foi dia de dar um uso decorativo a uma parte da preciosa carga. Estes troncos de amendoeiras são fantásticos para jardins, e um dos aspectos mais interessantes, para além da cor, é a sua disformidade, transformando-os em verdadeiras esculturas biodegradáveis e naturais.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Haemanthus coccineus e as folhas de contraste




Hoje quero partilhar esta solução que encontrei para realçar, ainda mais, alguns dos haemanthus que estão em flor no jardim. Peguei em alguns seixos de mármore, que esculpi há algum tempo, e assim resolvi provisoriamente a ausência das folhas na planta. São seixos em que o motivo esculpido são folhas, uma em cada pedra, e que considero as folhas eternas do jardim... Penso ter encontrado uma forma de aumentar ainda mais o impacto deste recanto, pois a cor branca do mármore aumentou o contraste da cor laranja/vermelha da flor. Após a morte das flores, as pedras serão retiradas para dar lugar às verdadeiras folhas. Uma outra ideia que me ocorreu foi instalar um pequeno projector de luz, de forma a iluminar este conjunto à noite. Acho que vai resultar muito bem...

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Flores de Setembro



Estas são as duas plantas que estão em flor neste momento, ambas oriundas do Sul de África, e pertencentes à família dos amaryllis (Belladonas e haemanthus coccineus). São plantas de bolbo que desaparecem por completo da superfície durante a estação mais quente, e a floração é o primeiro sinal de vida após este período. Só depois, quando estas morrem, surgem as folhas, que se mantêm até à primavera seguinte. Esta planta é conhecida em algumas regiões do nosso país como "meninas vão para a escola" por surgirem em Setembro. Os bolbos destas e outras plantas, durante o período de dormência, não devem ser regados.

Os mandacarus da Quinta dos Reis em Alcantarilha





Hoje colhemos os frutos deste cacto, conhecido no Nordeste Brasileiro como mandacaru (Cereus peruvianus). Este clima do Algarve permite o cultivo de muitos destes frutos com sabores exóticos e, neste caso, é mais um daqueles sabores difíceis de descrever. Diria que sabe a mandacaru...

domingo, 18 de setembro de 2011

23 romãs dão as boas vindas a Setembro






É uma pequena árvore carregada de encantamento... Foi plantada há 5 anos e, este ano, brinda-nos à chegada à Catita com 23 belas romãs (a pobre, quase não pode com o peso). Motivo mais do que suficiente para organizar uns belos almoços no local, com direito a sobremesa de romã. Como sou da opinião de que a fruta deve ser consumida o mais fresca possível, aqui fica mais uma sugestão: se tiverem hipótese, plantem uma no jardim, o mais próximo de um local de refeições, pois além de ser ornamental, produz fruta e é de muito fácil manutenção (durante o Verão basta uma rega por semana). 

sábado, 17 de setembro de 2011

Será isto uma batalha perdida?






Este é o famoso escaravelho-vermelho das palmeiras, do qual se tem falado muito ultimamente, infelizmente pelas piores razões: é responsável pela morte de muitas centenas de palmeiras da espécie Phoenix canariensis no Algarve. Todo começou há cerca de 4 anos com a importação de palmeiras provenientes do norte de África, que chegaram em contentores ao concelho de Albufeira. Rapidamente, todas as árvores que se encontravam ao longo da EN125 foram atacadas, e em poucos meses morreram.
O Rhynchophorus ferrugineus, nome científico do bicho, até há pouco tempo estava restrito ao Sul do país e a este tipo de palmeira. Mas ontem confirmei o que há muito receava: as palmeiras de leque (Washingtonia filifera) também são alvo do apetite voraz do malvado bicho, que se reproduz às centenas (calcula-se que uma fêmea deposite até 500 ovos, suficientes para matar uma palmeira adulta).
Foi com alguma revolta e tristeza que encontrei estes escaravelhos, em todas as suas fases de desenvolvimento (larvas, casulos e adultos), a devorarem o interior do tronco, junto à raiz. Hoje fiz a pulverização da árvore, e espero sinceramente que não seja tarde de mais.
Apesar de existir tratamento para prevenir e combater esta praga, penso que estamos perante uma guerra perdida, que vai levar a uma mudança rápida da paisagem da qual estas palmeiras há muito fazem parte.