terça-feira, 22 de maio de 2012

Via Algarviana entre Monchique e Marmelete







Mais algumas fotos da última caminhada de 15 km entre Monchique e Marmelete. Esta serra é o "tecto" do Algarve, embora só tenha 902 metros de altitude. As características geológicas desta serra permitem, entre muitas outras coisas, a cultura de castanheiros e cerejeiras, e as camélias são um dos arbustos mais comuns nos jardins.
Quando quero plantar no jardim algo que necessite de terras ácidas, é aqui que venho buscá-la com a minha carrinha. Ainda não há muito tempo levei cerca de uma boa tonelada.
Chamo a atenção para a foto de um conjunto de velhas casas da aldeia do Barbelote, localizada muito próximo do topo da serra e que, penso, ainda está à venda... Um pequeno paraíso com direito a fontes de água mineral, quedas de água e uma paisagem a perder de vista. Um sítio verdadeiramente fantástico 

domingo, 20 de maio de 2012

As adelfeiras e albardeiras de Monchique











Setor 11 da Via Algarviana: finalmente a "cereja no topo do bolo". No cimo da Serra de Monchique, esperavam-nos duas das mais belas plantas em plena floração, e que são espontâneas por cá: os rododendros (Rhododendron ponticum), conhecidos localmente por adelfas, e muitas e belas flores de rosas albardeiras (Paeonia broteroi). Esta serra é o local onde encontrei mais rosas albardeiras desde que iniciei as caminhadas da Via Algarviana.
Os rododendros fazem parte do grupo de plantas espontâneas mais raras do nosso país e, quanto a mim, são uma das mais ornamentais e, infelizmente, menos usadas em jardins por cá...
Estes são um dos "segredos" do Algarve que poucos conhecem, como foi o meu caso, pois só agora, ao fim destes anos todos, consegui vê-los em plena floração, em estado selvagem.
Esta caminhada, ao contrário da anterior, foi feita debaixo de muita chuva, granizo, vento forte, nevoeiro e frio, e com 20º a menos de temperatura!  

sábado, 19 de maio de 2012

Trabalhando nas portas azuis







Infelizmente, o estado de conservação das portas azuis poderia ser melhor... Gostaria muito de poder manter a cor original, mas, para conseguir prolongar a vida destas portas, a solução passa por remover a velha tinta, consolidar a madeira, preenchendo buracos, e pregar ou colar as muitas molduras que as compõem. Enfim, um trabalho menos agradável mas importante.
Com algumas brisas perfumadas pelas açucenas e à sombra de uma figueira, este é o meu ateliê de trabalho... Claro que tenho sempre alguma novidade em flor no jardim: hoje abriram as bonitas flores vermelhas do cacto Epiphyllum, que está pendurado num dos ramos da nespereira, e encontrei, meio escondida, mais uma flor de um dos vários lírios que tenho colecionado nos últimos anos.
Bom fim de semana

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Setor 10 da Via Algarviana, 3ª parte








Tenho sempre muita dificuldade em selecionar as melhores fotos de cada percurso. E fico sempre com pena de não partilhar todas as que tenho feito sobre o Algarve profundo e que, graças à Via Algarviana, permitiram-me ter dele um melhor conhecimento.
Recordo que quase todas as flores fotografadas, e mostradas no blog, fazem parte da rica biodiversidade desta região.
A próxima caminhada será no domingo, e corresponde ao setor 11, entre Monchique e Marmelete. Pela primeira vez, vou poder ver os nossos rododendros que crescem junto à Fóia (o ponto mais alto da serra) em plena floração.    

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Finalmente, os acabamentos da fachada








Apesar do calor intenso dos últimos dias, e da minha dificuldade em lidar com o mesmo, lá vou prosseguindo com a construção do muro. 
Inspirado pela riqueza ornamental das fachadas das casas algarvias, resolvi acrescentar alguns ornamentos em cimento, que irão ser pintados com uma cor diferente da parede. Penso que irá funcionar muito bem e visualmente valorizar ainda mais as velhas portas azuis que encontrei no lixo.
Nas horas de maior calor, tenho aproveitado as sombras do jardim para esculpir mais umas folhas em algumas das pedras menos bonitas. 
Esta semana abriram as açucenas (Lilium candidum) que este ano, e devido à seca, têm metade do tamanho. Mas parece que a falta de água não foi problema para a romãzeira, pois tem mais flor do que nunca... 

terça-feira, 15 de maio de 2012

Setor 10 da Via Algarviana, 2ª parte







Já quase sem dores musculares, aqui estou eu a partilhar mais algumas belas fotos de um dos mais interessantes percursos desta Via Algarviana. E porque já contávamos com um grau de dificuldade elevado, optamos por fazer a caminhada ao contrário, isto é, de Monchique para Silves. 
Como gosto de chaminés, aproveitei para fotografar algumas existentes no local, e conhecidas por "chaminés de saias", decerto, um modelo exclusivo de algum mestre local que, na viragem de século, instituiu esta moda na bonita vila de Monchique. 
Por entre velhos sobreiros e muitas, muitas moitas de giestas floridas e rosas albardeiras, fomos subindo até à Picota e aí esperava-nos, para além de um horizonte a perder de vista, um imenso jardim rochoso em plena floração, uma maravilha da natureza que me deixou deslumbrado.
Duas das curiosidades encontradas ao longo do caminho, foram as pútegas (Cytinus hypocistis) e as carquejas (Pteospartum tridentatum), ambas em plena floração.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Setor 10 da Via Algarviana, 1ª parte







Por entre estevas e estevões (Cistus populifolius), giestas, carquejas e dedaleiras, assim decorreu uma das mais difíceis e belas caminhadas desta via. O dia não podia ser mais quente, bem acima dos 30º, o que dificultou ainda mais o objetivo de percorrer mais 28 km em plena serra algarvia, entre Silves e Monchique. O ponto mais alto situava-se no sitio da Picota, com os seus 702 metros, com um cenário a 360º, e a perder de vista. 
Para alguns, foram necessárias 8 horas para chegar ao destino e para outros, perto de 11 horas! 
Hoje acho que andamos atrás dos anti-inflamatórios, com passinhos de bebé...

sábado, 12 de maio de 2012

Jardim de reutilizações








Com já disse anteriormente, este é um jardim composto por reutilizações de muitas coisas, que vou encontrando à beira dos caixotes do lixo e dos caminhos, sobretudo plantas, troncos e pedras, mas não só.
Desta vez, deparei-me com várias peças em cimento colorido, em forma de meia lua, em número suficiente para me fazer parar e recolhê-las. Já na Catita, achei que poderiam criar um padrão interessante num dos caminhos e, como gosto de pôr em prática as ideias para ver imediatamente o resultado final, pouco tempo depois a obra estava feita. Nada mais fácil e barato! Recordo que este jardim nunca estará terminado, embora não pareça a quem o visita...
Resta-me agradecer à pessoa que colocou estas peças ao lado do lixo que, sem saber, proporcionou-me alguns felizes momentos no jardim!
Deixo-vos com mais algumas fotos de flores que alegram o meu local de trabalho. Sem elas, os meus dias não seriam tão bem passados. 
Bom fim de semana