quarta-feira, 16 de maio de 2012

Finalmente, os acabamentos da fachada








Apesar do calor intenso dos últimos dias, e da minha dificuldade em lidar com o mesmo, lá vou prosseguindo com a construção do muro. 
Inspirado pela riqueza ornamental das fachadas das casas algarvias, resolvi acrescentar alguns ornamentos em cimento, que irão ser pintados com uma cor diferente da parede. Penso que irá funcionar muito bem e visualmente valorizar ainda mais as velhas portas azuis que encontrei no lixo.
Nas horas de maior calor, tenho aproveitado as sombras do jardim para esculpir mais umas folhas em algumas das pedras menos bonitas. 
Esta semana abriram as açucenas (Lilium candidum) que este ano, e devido à seca, têm metade do tamanho. Mas parece que a falta de água não foi problema para a romãzeira, pois tem mais flor do que nunca... 

terça-feira, 15 de maio de 2012

Setor 10 da Via Algarviana, 2ª parte







Já quase sem dores musculares, aqui estou eu a partilhar mais algumas belas fotos de um dos mais interessantes percursos desta Via Algarviana. E porque já contávamos com um grau de dificuldade elevado, optamos por fazer a caminhada ao contrário, isto é, de Monchique para Silves. 
Como gosto de chaminés, aproveitei para fotografar algumas existentes no local, e conhecidas por "chaminés de saias", decerto, um modelo exclusivo de algum mestre local que, na viragem de século, instituiu esta moda na bonita vila de Monchique. 
Por entre velhos sobreiros e muitas, muitas moitas de giestas floridas e rosas albardeiras, fomos subindo até à Picota e aí esperava-nos, para além de um horizonte a perder de vista, um imenso jardim rochoso em plena floração, uma maravilha da natureza que me deixou deslumbrado.
Duas das curiosidades encontradas ao longo do caminho, foram as pútegas (Cytinus hypocistis) e as carquejas (Pteospartum tridentatum), ambas em plena floração.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Setor 10 da Via Algarviana, 1ª parte







Por entre estevas e estevões (Cistus populifolius), giestas, carquejas e dedaleiras, assim decorreu uma das mais difíceis e belas caminhadas desta via. O dia não podia ser mais quente, bem acima dos 30º, o que dificultou ainda mais o objetivo de percorrer mais 28 km em plena serra algarvia, entre Silves e Monchique. O ponto mais alto situava-se no sitio da Picota, com os seus 702 metros, com um cenário a 360º, e a perder de vista. 
Para alguns, foram necessárias 8 horas para chegar ao destino e para outros, perto de 11 horas! 
Hoje acho que andamos atrás dos anti-inflamatórios, com passinhos de bebé...

sábado, 12 de maio de 2012

Jardim de reutilizações








Com já disse anteriormente, este é um jardim composto por reutilizações de muitas coisas, que vou encontrando à beira dos caixotes do lixo e dos caminhos, sobretudo plantas, troncos e pedras, mas não só.
Desta vez, deparei-me com várias peças em cimento colorido, em forma de meia lua, em número suficiente para me fazer parar e recolhê-las. Já na Catita, achei que poderiam criar um padrão interessante num dos caminhos e, como gosto de pôr em prática as ideias para ver imediatamente o resultado final, pouco tempo depois a obra estava feita. Nada mais fácil e barato! Recordo que este jardim nunca estará terminado, embora não pareça a quem o visita...
Resta-me agradecer à pessoa que colocou estas peças ao lado do lixo que, sem saber, proporcionou-me alguns felizes momentos no jardim!
Deixo-vos com mais algumas fotos de flores que alegram o meu local de trabalho. Sem elas, os meus dias não seriam tão bem passados. 
Bom fim de semana

quarta-feira, 9 de maio de 2012

De Messines até Silves, 2ª parte










 

Uma das lições mais importantes da Via Algarviana, passa por mostrar os habitats de muitas das plantas autóctones, que compõem a flora algarvia. Ao logo dos 300 km de caminhada, podemos observar algumas das mais belas paisagens desta região, e muitas das mais belas flores e plantas do nosso pais.
Sem dúvida, vou ficar a conhecer melhor muito aquilo que cresce por cá, e como cresce, o que será muito útil de futuro nos jardins que vou criando...

terça-feira, 8 de maio de 2012

Novidades na Catita








... e o trabalho continua, hoje debaixo de um Sol quente, que me deu um bronzeado de fazer inveja a muitos! E foi criada mais uma ilusão ótica. Como tenho por hábito colocar plantas nos muros, para lhes dar vida, desta vez pensei: e se eu, desta vez, colocasse uma árvore no muro?
Pois bem, como optei por não cortar uma velha amendoeira, que interferia com a construção do muro, resolvi integrá-la nele o melhor possível, criando a ilusão de uma espécie de vaso, a 2 metros de altura. Quando é vista do jardim, a copa da amendoeira parece, desta forma, sair de dentro do próprio muro. Penso que será mais um motivo de conversa entre todos os que visitam o espaço. 
Seria bom se o reboco, ao secar, mantivesse a cor que tem neste momento, porque gosto bastante deste tom, mas já sei que irá ficar mais claro.
Para alegrar ainda mais o espaço temos em floração, neste momento, algumas "bocas de lobo" (Antirrhinum), e algumas papoilas (Papaver somniferum), com suas cores intensas.  

segunda-feira, 7 de maio de 2012

De Messines até Silves, 1ª parte











Ontem percorremos mais um setor da Via Algarviana,  com um total de 27 km. O local de encontro, e início de caminhada, foi na vila de S. Bartolomeu de Messimes, de onde são as fotos que mostro hoje. Esta vila ainda possui, na avenida principal, algumas belas casas burguesas construídas entre o final de séc. XIX e princípio do séc. XX. A Messines ficou associada a indústria das mós em grés, sobretudo as que se destinavam a afiar facas, tesouras e espadas. Muitas são as pequenas pedreiras já desativadas, que ainda hoje podemos encontrar  nas suas redondezas. Também é de referir que é a terra natal de João de Deus, poeta e pedagogo do séc. XIX.
Chamo a atenção para mais 4 belos exemplares de chaminés algarvias, construídas no final de séc. XIX.