Foram dois dias muito bem passados no Porto, na companhia dos meus bons amigos, que tudo fizeram para que não sentisse saudades do Algarve... Só tenho a agradecer muito à Bé e à Milay por me terem mostrado a cidade que elas tão bem conhecem.
Nesta altura do ano, o norte do pais, e em especial o Minho, não há casa que se preze que não tenham camélias nos seus jardins. Há-as de todas as formas e tamanhos, usadas como sebes, árvores, arbustos, criando espaços fantásticos, cheios de coloridas flores. No momento, parece que as mais floridas são as de flores dobradas, e normalmente são também as maiores.
As camellias japonicas são originárias do Extremo Oriente, e uma das plantas mais velhas, conhecidas na Europa, encontra-se precisamente na região do Minho. No entanto, podem ser encontradas grandes concentrações também nas províncias espanholas da Galiza e Astúrias. Durante estes dias, não sei quantas variedades vi, mas segundo sei, existem milhares, e parece que o norte do país possui uma boa parte delas.
Desde sempre associei estas plantas a climas mais frios, mas fiquei muito surpreendido quando encontrei muitas em jardins na Florida, em plena região tropical. Para os mais distraídos, também o Algarve possui uma boa coleção, na nossa serra de Monchique.
As fotos dos majestosos pavões, e do lago, foram tiradas no jardim do palácio de Cristal.
Uma constatação nestes dias: como tem sido um inverno atípico, com temperaturas altas e pouca chuva, fez com que tudo o que está em flor no Algarve, esteja ao mesmo tempo em flor no norte, o que é um pouco estranho, pois o normal é acontecer bem mais tarde.