Antes de mais, gostava de agradecer todos os comentários deixados no último post. É sempre bom conhecer as vossas opiniões sobre o que tenho publicado neste blog.
Mais umas pedras, mais umas plantas, e momentos muito bem passados, assim tem sido a filosofia de construção deste jardim, em que tudo parece fazer sentido, embora nenhum de nós sabe ao certo como e quando será terminado. Claro que, para que tudo isto resulte, tem de haver uma boa amizade e uma total entrega a uma paixão que envolva plantas e muitas pedras, claro! É assim que o meu trabalho com o Ludgero tem funcionado, e é assim que prefiro trabalhar em cada novo projeto que me é sugerido.
Até ao momento, já foram provavelmente movimentadas mais de 25 toneladas de material, entre terras, areia, plantas, pedras, e sei lá mais o quê... É verdade que podíamos optar pelo uso de máquinas, mas não seria o mesmo. Todo o esforço tem sido assumido como um bom exercício para o corpo e para a mente. Acho que até fomos abandonados pelas nossas hérnias respetivas!
Num dos nossos regressos ao trabalho, após o almoço, encontramos algumas plantas ao lado do caixote do lixo, e desta vez era algo mais exótico: uns quantos pés de philodendrons, plantas essas que, se fossem compradas, seria necessário gastas mais de 100 euros para as adquirir. Mais uma reciclagem, bem ao meu gosto.
Quero ainda partilhar uma satisfação muito pessoal relacionada com uma opinião que uma pessoa deixou, aquando da visita ao jardim em construção, e que vai ao encontro do que gosto de criar. A pessoa em questão estava convencida que o nicho do jardim já existia, e que era muito antigo, e que eu apenas o teria posto a descoberto, escavando a terra... Ao ouvir esta opinião, fiquei com o ego bem alimentado, pois é precisamente o que pretendo: criar uma ilusão e um espaço, o mais intemporal possível.