terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

A sempre bela e fantástica, serra de Sintra











Durante a minha adolescência, um dos meus passatempos foi descobrir os segredos deste cenário encantado, que é a serra de Sintra. Hoje, e 25 anos depois, tenho um enorme prazer em ser o guia dos meus sobrinhos e, desta forma, revisitar este fantástico mundo cheio de fantasia, beleza e história, atempadamente reconhecido pela Unesco em 1995.
É nestes cenários, e naquilo que vivi, que, diariamente, me inspiro para fazer aquilo que tanto prazer me dá hoje, criando os meus cenários de pedras e plantas.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Fotos do fim de semana









Aproveitei este fim de semana para uma ida rápida a Sintra e Mafra, e procurar mais umas belas pedras para decorar o jardim do Ludgero.
Esta região do Oeste é conhecida por possuir imensos moinhos, que outrora moíam a farinha necessária para alimentar a cidade de Lisboa. Hoje em dia os poucos que ainda funcionam são apenas para turista ver.
Voltando a estas pedras... Dei-lhes o nome de "mastrontas", pois, para além do local onde são encontradas se chamar assim, acho que também têm semelhanças com as matrioscas Russas. Pessoalmente, acho-as muito bonitas, e se existe algum jardim no Algarve com elas, só pode ter sido feito por mim...
Uma das minhas memórias de Sintra está relacionada com os abrunheiros bravos (prunus spinosa) em flor que, tal como mostra a primeira foto, podem ser uma excelente opção de arbusto de baixa manutenção para sebes naturais. Curiosamente não o encontro por terras do Sul.
As belas flores amarelas são o nosso narciso comum (narcissus bulbocodium).

É sempre bom voltar às origens...

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Adeus floração das amendoeiras, bem-vinda a das estevas...







Para não ficarmos muito tristes com o fim da floração das amendoeiras, a nossa amiga natureza já está a preparar mais uma. E o que se segue é igualmente impressionante: a floração das estevas (cistus), que transformam por completo o interior do Algarve. Especialmente durante a manhã, fazem com que os montes do interior mais pareçam campos de algodão, para além do aroma doce tão característico, que perfuma montes e vales. Hoje encontrei a primeira flor de esteva aberta  (cistus ladanifer) no jardim da Catita, o que me deixou muito feliz.
As fotos seguintes foram tiradas no "meu" outro jardim, que pertence à minha amiga Tina. Gostava apenas de chamar a atenção para a flor do aloé marlothii, que é um dos maiores aloés que crescem por cá, e um dos meus favoritos. Infelizmente, e ao contrários de muitos outros, este não produz rebentos à volta do pé.

Bom fim de semana de Carnaval!

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

E assim foi o nosso dia de "ginásio" no jardim








Antes de mais, gostava de agradecer todos os comentários deixados no último post. É sempre bom conhecer as vossas opiniões sobre o que tenho publicado neste blog.

Mais umas pedras, mais umas plantas, e momentos muito bem passados, assim tem sido a filosofia de construção deste jardim, em que tudo parece fazer sentido, embora nenhum de nós sabe ao certo como e quando será terminado. Claro que, para que tudo isto resulte, tem de haver uma boa amizade e uma total entrega a uma paixão que envolva plantas e muitas pedras, claro! É assim que o meu trabalho com o Ludgero tem funcionado, e é assim que prefiro trabalhar em cada novo projeto que me é sugerido.
Até ao momento, já foram provavelmente movimentadas mais de 25 toneladas de material, entre terras, areia, plantas, pedras, e sei lá mais o quê... É verdade que podíamos optar pelo uso de máquinas, mas não seria o mesmo. Todo o esforço tem sido assumido como um bom exercício para o corpo e para a mente. Acho que até fomos abandonados pelas nossas hérnias respetivas! 
Num dos nossos regressos ao trabalho, após o almoço, encontramos algumas plantas ao lado do caixote do lixo, e desta vez era algo mais exótico: uns quantos pés de philodendrons, plantas essas que, se fossem compradas, seria necessário gastas mais de 100 euros para as adquirir. Mais uma reciclagem, bem ao meu gosto.
Quero ainda partilhar uma satisfação muito pessoal relacionada com uma opinião que uma pessoa deixou, aquando da visita ao jardim em construção, e que vai ao encontro do que gosto de criar. A pessoa em questão estava convencida que o nicho do jardim já existia, e que era muito antigo, e que eu apenas o teria posto a descoberto, escavando a terra... Ao ouvir esta opinião, fiquei com o ego bem alimentado, pois é precisamente o que pretendo: criar uma ilusão e um espaço, o mais intemporal possível. 

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Isto também é Algarve!...













Ontem foi dia de percorrer mais 14 km da Via Algarviana (com um total de 300 km), na companhia de um grupo de amigos, muitos deles professores da escola de Armação de Pêra (que fazem parte da associação "A Penantes"). Esta aventura consiste em percorrer, ao longo dos próximos meses, a distância que vai de Alcoutim, junto à  fronteira espanhola, a Sagres, o que irá proporcionar um conhecimento mais profundo de um Algarve de silêncios, aromas, e de ruralidades em vias de extinção.
As fotos que mostro hoje, de ribeiras cristalinas, aldeias e moinhos parados no tempo, e campos de camomila, fazem parte de uma paisagem rural natural onde o Homem ainda consegue viver em harmonia com a natureza.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Fotos de um dia de inverno!






Não resisti em publicar estas belas fotos, tiradas hoje no jardim pelo meu amigo Luís Miranda. O Algarve, com este inverno cheio de luz, e com temperaturas amenas, convida a fazer caminhadas e a fotografar, que são, aliás, dois dos nossos hobbies favoritos.
A pequena avezinha, conhecida por cá como felosinha (Phylloscopus collybita), passa o inverno no sul da Europa e norte de África, e parece gostar muito das flores dos meus aloés.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

À volta com algumas plantas da Catita







Tenho sempre muita dificuldade em começar novos projetos. E quando isso envolve a destruição de uma sebe que me dava muito prazer em contemplar, pela variedade de plantas que a constituem (enormes alecrins, loendros, medronheiros, ciprestes, viburnos e uma amendoeira), faz com que eu adie o início do trabalho, arranjando todo o tipo de desculpas, até não poder mais. Esta sebe está no lado norte da propriedade, que confina com o jardim e a zona de quartos de um hotel. O proprietário do hotel achou que os hóspedes poderiam ter pouca privacidade, e então decidimos, por comum acordo, construir um muro ao longo da extrema. Assumi, desde logo, toda a responsabilidade da construção, com receio que alguma empresa fosse contratada, com empregados "abrutalhados", que destruíssem ainda mais esta parte do jardim da Catita. 
Não vou conseguir transplantar muitas das plantas que existem nesta sebe, e infelizmente tenho de as cortar. O mesmo não acontece com outro tipo de plantas, como é o caso das yuccas, dos aloés e agaves, e hoje foi dia de arranjar novos locais para elas. Estas plantas, que estão entre as minhas favoritas, não precisam de ser transplantadas com raiz, o que facilita muito o trabalho. 
O muro vai ser construído por fases e espero terminar antes do verão e, ao mesmo tempo, vou dedicar alguns dias por semana  ao jardim do Ludgero.

Espero que tenham um bom fim de semana.