Todos os anos, sou obrigado a pulverizar as minhas videiras de 3 em 3 semanas, a fim de controlar o míldio e o oídio, e como é tarefa de que não gosto, pensei em fazer alguns enxertos em algumas delas.
Consegui algumas varas de uma casta que parece ser muito resistente àquelas doenças, e com uma outra vantagem, a de produzir uva de mesa com um amadurecimento mais tardio. Isto vai permitir-me, juntamente com outras videiras que não enxertei, ter uvas durante todo o Verão.
A minha primeira experiência com a enxertia de videiras aconteceu no ano passado, e como foi muito fácil, deixo aqui uma breve explicação do processo, que pode ser acompanhado através das fotos da esquerda para a direita, e de cima para baixo.
Um dos segredos do sucesso das enxertias, está na encaixe perfeito entre as duas partes, o cavalo (a árvore ou planta que vai receber o enxerto), e o garfo, que é uma parte da nova planta que se vai juntar à existente.
A planta, que vai receber o garfo, deve ser cortada 10 a 15 centímetros do chão, e o garfo deve ter um ou dois gomos, de onde sairão os novos rebentos, se tudo correr bem. O corte de encaixe deve ser feito abaixo destes, e deve ser mais largo do lado do gomo. Por fim, e algo que facilita muito o ato de enxertar, deve envolver-se toda a zona do enxerto com uma fita plástica, apertando muito bem, e deixando a gomo de fora. Esta fita será removida 2 meses mais tarde, isto se o gomo tiver dado origem a um novo rebento, sendo este um sinal de que a enxertia pegou.
A enxertia deve ser feita durante as horas de menor calor e as varas/garfos devem ser hidratadas durante algumas horas e, para isso, basta mergulha-las em água.