sábado, 17 de março de 2012

E assim vai a construção...







Mais um nicho que irá iluminar uma escada mais tarde, mais umas curvas e muitas, muitas plantas, basicamente, mais do mesmo. São algumas das "novidades" desta semana no jardim do Ludgero. 
Com as temperaturas dos últimos dias, já começo a ter alguma dificuldade em manter o mesmo ritmo de trabalho. A minha sorte é existir sempre uma cerveja fresca lá por casa ;-)
Gostava de partilhar o método de construção que uso para criar um nicho, sendo esta a forma mais rápida para o fazer. Basta usar um suporte, neste caso uma velha lata de tinta, uma tábua e, sobre esta, areia húmida e moldada, onde serão apoiadas as pedras do arco. Depois, é só esperar que esta argamassa seque, e retira-se a estrutura de apoio.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Alguns pedaços do meu nenúfar procuram novo lago...



Esta semana fiz uma limpeza no lago da Catita, com a intenção de reduzir o tamanho do nenúfar. Tenho 3 pedaços com raiz para oferta a alguém que tenha interesse neste tipo de planta, bastando, para isso, mandar um email para combinar.

terça-feira, 13 de março de 2012

Rapazinhos e cucas


Orgulhosamente mostro as três flores silvestres que alegram a Catita, e que me deixam encantado. Em Sintra, aprendi a chamar estas orquídeas do campo de "rapazinhos" e, na altura, estava longe de saber que se tratavam de orquídeas, com nomes científicos como ophrys luten (esquerda) e bombyliflora (direita). A foto do meio, é a nossa bela rosa albardeira (paeonia broteroi), também conhecida por "cuca". Este ano é a primeira vez que dá flor, e que flor! Por vezes, sinto-me ridículo quando fico feliz, e com um sorriso na cara, com estes pequenos encantos no jardim, mas sei que é algo de muito individual e difícil de partilhar.
Penso que este ano, com a ausência de chuva, as irmãs destas plantas, que crescem em estado selvagem,  vão estar adormecidas.
Confesso que seria difícil, e uma grande preocupação para mim, confiar o jardim a alguém, mesmo que tivesse boas intenções, pois estas beldades requerem cuidados muito específicos. 

segunda-feira, 12 de março de 2012

29 km no reino das aromáticas...










... guardado por alguns sobreiros gigantes. Isto foi o que nos esperava, ao longo de todo este troço da Via Algarviana (entre as povoações de Cachopo e Barranco do Velho), em que muitas foram as subidas, e desejadas as descidas, por entre "florestas" de urzes de flor branca, com os seus enormes troncos, viburnos, medronheiros, etc., e paisagens a perder de vista, numa serra conhecida como a do Caldeirão. A rica e abundante flora silvestre, rica em plantas aromáticas, e arbustos resistentes à seca, verdadeiras lições para qualquer projeto de jardins de baixa manutenção. Por vezes não sabemos o que plantar no jardim, e ao longo destes 29 km não faltaram belas sugestões.
Ainda houve tempo para dar um mergulho numa das ribeiras de águas cristalinas, almoçar junto a uma cascata, e brincar com algumas pedras, perder-me e sentir o isolamento em que o único "ruído" era das muitas abelhas que, atarefadamente, colhiam o pólen.
Hoje, olhando para as fotos, tenho vontade de repetir esta caminhada com mais tempo. Foi, a meu ver, um dos mais belos percursos da Via feitos até ao momento.

sábado, 10 de março de 2012

sexta-feira, 9 de março de 2012

Cansado, mas feliz com o que foi feito.







Uma das consequências da construção do muro no jardim, foi uma enorme quantidade de terra proveniente das fundações do mesmo. Toda a terra foi utilizada para subir o nível de um dos caminhos do jardim. Foram muitos carros de mão, escada acima, escada abaixo, o que tornou a tarefa algo difícil, para além de deslocar igualmente pedras e plantas. Uma das coisas que gosto nas plantas suculentas, passa pela facilidade com que são transplantadas. É bem verdade que, se há coisa que este jardim não é, é o ser permanente e estático, pois o movimento de pedras e plantas é uma constante. Como as plantas foram plantadas nas próprias pedras, bastou pegar nas pedras e deslocá-las para junto deste caminho... As pedras de mármore branco, e que servem de "stepping stones", contrastam bem com o aspeto rústico do jardim, e usadas ao longo do caminho, são um convite para o percorrer.
O que importa, é que hoje este caminho ficou terminado, e consegui "arrumar" muitas coisas que estavam fora de sítio. 

Este domingo, a caminhada na Via Algarviana entre as povoações de Cachopo e Barranco do Velho, é de 29 km, alguém interessado?
Bom fim de semana 

quinta-feira, 8 de março de 2012

Reboco inspirado pelas falésias algarvias









Gosto muito das falésias no Algarve, e uma das razão está relacionada com a sua cor. Sempre que posso, gosto de rebocar uma ou outra parede com um reboco que, não só é muito semelhante à rocha amarela da costa, como abdica de pintura, coisa que tento sempre evitar de fazer. Pois bem, a solução é simples: basta fazer uma argamassa de areia amarela e cimento branco (uma parte de cimento, para cinco de areia). Fácil, rápido e barato. Fica aqui a dica...
Uma outra sugestão tem a ver com plantas, e mais concretamente com as nossas estevas. Belas flores, aromáticas e de baixa manutenção, razões mais do que suficientes para fazerem parte dos nossos jardins. Nos últimos dias, no período da manhã, elas tem estado muito floridas e cheias de abelhas, simplesmente fantásticas.

terça-feira, 6 de março de 2012

Uma semana na Catita









Trocas e baldrocas, ora tenho um Ludgero "patrão", ora tenho um Ludgero ajudante. Ontem tive a ajuda do Luís também. Na próxima semana, invertemos os papéis, só para não enjoar.
Esta construção está a ser um pouco difícil, pela sua localização no jardim, o que me obriga a transportar muitas toneladas de material no carro de mão, atravessando todo o jardim e descendo degraus e, claro,  a ajuda nunca é de mais. Gostava de poder terminar este projeto antes do Verão, mas com as ideias que tenho para decorar este muro, e mais a construção do jardim do Ludgero, não sei não...
Enquanto isso, no jardim da Catita, temos sempre algo de belo para contemplar, sendo esta uma boa razão para fazer uma pausa no trabalho e descansar.

domingo, 4 de março de 2012

Mais 14 km de Via Algarviana






Mais uma bela caminhada, desta vez entre as povoações de Vaqueiros e Cachopo. Por entre aldeias quase abandonadas, cheias de histórias e nostalgias, onde as tradições ainda fazem sentido, e montes e vales onde as águas ainda correm, apesar da seca em que o país se encontra. E onde muitos dos poços/minas têm forma de U e escadas, e os palheiros são semelhantes a moinhos de planta redonda. Estes foram os últimos 14 km antes de entrar na serra do Caldeirão, onde nos espera um outro Algarve... Já só faltam cerca de 226 para terminar!
Ficam aqui algumas fotos do dia. Espero que gostem.

sábado, 3 de março de 2012

Enxertia de videiras


Todos os anos, sou obrigado a pulverizar as minhas videiras de 3 em 3 semanas, a fim de controlar o míldio e o oídio, e como é tarefa de que não gosto, pensei em fazer alguns enxertos em algumas delas. 
Consegui algumas varas de uma casta que parece ser muito resistente àquelas doenças, e com uma outra vantagem, a de produzir uva de mesa com um amadurecimento mais tardio. Isto vai permitir-me, juntamente com outras videiras que não enxertei, ter uvas durante todo o Verão. 
A minha primeira experiência com a enxertia de videiras aconteceu no ano passado, e como foi muito fácil, deixo aqui uma breve explicação do processo, que pode ser acompanhado através das fotos da esquerda para a direita, e de cima para baixo.
Um dos segredos do sucesso das enxertias, está na encaixe perfeito entre as duas partes, o cavalo (a árvore ou planta que vai receber o enxerto), e o garfo, que é uma parte da nova planta que se vai juntar à existente. 
A planta, que vai receber o garfo, deve ser cortada 10 a 15 centímetros do chão, e o garfo deve ter um ou dois gomos, de onde sairão os novos rebentos, se tudo correr bem. O corte de encaixe deve ser feito abaixo destes, e deve ser mais largo do lado do gomo. Por fim, e algo que facilita muito o ato de enxertar, deve envolver-se toda a zona do enxerto com uma fita plástica, apertando muito bem, e deixando a gomo de fora. Esta fita será removida 2 meses mais tarde, isto se o gomo tiver dado origem a um novo rebento, sendo este um sinal de que a enxertia pegou.
A enxertia deve ser feita durante as horas de menor calor e as varas/garfos devem ser hidratadas durante algumas horas e, para isso, basta mergulha-las em água.   

quinta-feira, 1 de março de 2012

Já chove (pouco) e faz Sol...








E como dizia a minha avó, "e as bruxas a fazer pão mole". Bem, neste caso, é mais uma bruxinha boa e um lobisomem mau... Estou a brincar, claro! O que importa foi o fazer parte deste processo de amassar o pão, e tentar perceber toda uma tradição a ele associada. Como no exterior chovia um pouco, acabei por dar uma mãozinha no amassar, e assim completar o meu workshop do pão.
O resto do dia foi destinado à plantação da estrelícia, e de muitos gaimãozinhos (asphodelus tenuifolius). Estes últimos totalmente grátis e, para isso, bastou ir com uma picareta buscar algumas dezenas, dos muitos que crescem junto das estradas como, por exemplo, na EN 125. E como esta estrada vai entrar em obras de alargamento, mais um razão para os transplantar. É uma das nossas belas plantas, e que, a meu ver, resultam muito bem, em qualquer jardim mas, infelizmente, é pouco usada por cá. No caso de hoje, bastou plantá-los no jardim para, aos olhos de alguns, se tornar interessante, como sempre...
Tenho um amigo, não muito dado a jardinagens, que, quando eu lhe dizia que determinada planta comum no campo, tinha sido transplantada por mim, o seu comentário era quase sempre "parece mesmo uma flor de jardim"... Ainda temos muita gente que pensa como ele, e que acha que só o que vem em vaso de algum garden center é que é planta de jardim...
Quem parece que não achou muita piada à chuva, foram os "canitos" do Ludgero. Acho que foi a primeira vez que eles a viram e sentiram no pêlo, e não me parece que tenham gostado.