quarta-feira, 26 de setembro de 2012

A temperatura baixou e o trabalho começou...






As primeiras imagens poderiam ser de uma escavação arqueológica em que, pouco a pouco, vou pondo a descoberto os restos de uma construção romana. Mas não, o jardim voltou ao caos e, mais uma vez, estou de volta à construção do muro. Confesso que já tinha saudades deste trabalho duro e dos meus almoços no jardim...
As fotos seguintes são do mais recente achado, um bizarro tronco de amendoeira, mais um para juntar à coleção do jardim, e que, a meu ver, são excelentes objetos decorativos, com a vantagem  de serem biodegradáveis. 
Assim  vou andando por terras do sul.

domingo, 23 de setembro de 2012

Quando uma flor anuncia uma nova estação...






Basta o verão chegar ao fim, e é vê-las florir no jardim, apesar de este ano isso acontecer mais tarde que o normal, devido à falta de chuva. Claro que falo das Amaryllis belladonna. Este ano reforcei, em muito, o número de bolbos no jardim, algo que desejava fazer há muito tempo.
Ontem foi a vez de fazer o mesmo com uma outra bela planta, também ela prenúncio de uma nova estação, e muito comum nos campos do Algarve. A Scilla peruviana faz parte das nossas plantas endémicas, e os mais cerca de 60 bolbos que plantei vão, orgulhosamente, reforçar em muito os poucos que existiam no jardim. A floração acontece no final do inverno, e as três zonas que plantei não irão deixar ninguém indiferente. Assim o espero...
Nem as belladonnas, nem as nossas peruvianas, gostam de ser incomodadas após a plantação. A única coisa que tenho que fazer, é retirar as folhas secas, e deixar o resto entregue à natureza, coisa que me agrada bastante, pois facilita-me em muito o trabalho que tenho com o jardim.
Os bolbos foram plantados ontem, e hoje já foram regados pela natureza... Em boa hora, parece que a seca chegou ao fim, depois de 6 longos meses de céu azul.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Os novos inquilinos...







Esta é a nova família que, a partir de hoje, dá as boas-vindas a quem chega à Catita. Estes 5 mochos foram esculpidos hoje, em grés de Messines, uma pedra bastante fácil de trabalhar e muito comum no Algarve. 
Estes são os primeiros mochos dos muitos que espero continuar a esculpir e a espalhar por muitos dos recantos do jardim. Avizinham-se mudanças na Catita! Acho que vou esculpir um mochinho para cada nicho, e são muitos...

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Jardim de salto alto...







Não sei se tenho o direito de chamar jardim a um sapato, mas porque não? Andei durante uma parte do dia sem saber o que oferecer a uma amiga, que fez anos hoje. Foi então que, no meu "caminho", encontrei este  sapato só e abandonado, junto ao ecoponto. Claro que o passo seguinte já está à vista: transformá-lo num vaso, coroando-o com uma bromélia. Os meu parabéns à nossa cinderela Florbela, a quem o sapatinho calçou na perfeição ;-)
As restantes fotos são de outros encantamentos da Catita e que não me canso de fotografar...  

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Dias de setembro















Setembro é um dos melhores meses para fazer umas férias no Algarve. Normalmente, a temperatura da água do mar ronda os 23º e as noites ainda são quentes. 
Infelizmente, quem parece que continua de férias, é a chuva. Já me esqueci do dia em que choveu no Algarve, mas sei que já passaram muitos meses desde então. Isto faz com cada rega do jardim me deixe triste, e deseje cada vez mais uma bela chuva.
Ontem retomei o trabalho que deixei antes do verão e, apesar dos 30º, lá consegui carregar a carrinha com 2 toneladas de pedras, que vão fazer parte do muro norte da Catita. Como o local onde o muro está a ser construído não me permite usar máquinas, acabei por carregar e descarregar tudo manualmente. O pior é que, para chegar ao local, preciso de descer uma escada com muitos degraus. Confesso que, depois de um longo verão sem este tipo de trabalho, tive alguma dificuldade em retomar estes meus "passatempos", mas como já estava a precisar de ginásio.... 
Merecidamente, fui depois até ao mar para uns belos mergulhos. Por fim, e para terminar este belo dia de setembro, que tal um jantar Italiano na Catita? Desta vez, o convite veio dos nossos amigos Giulia e Samuele, um jovem casal de Veneza. O jantar foi servido no jardim cheio de velas, e ao fundo o som da água a correr. Uma noite perfeita...

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Vantagens e desvantagens das plantas suculentas




 


Já aqui disse e repito-o, gosto de jardins de fácil manutenção e com um consumo de água bastante baixo. Foi com essa base que este espaço foi sendo criado, recorrendo a muitas das nossas plantas e árvores, e, claro, muitas suculentas. Felizmente, o clima litoral algarvio permite este tipo de opções, o que, só por si, é uma grande ajuda, mas basta uma única noite com temperaturas negativas para estragar tudo... 
Uma outra característica do jardim da Catita passa por possuir várias árvores de folha caduca que, durante o verão, conseguem criar sombra suficiente e assim proteger muitas das plantas suculentas do sol forte do Verão, e reduzir igualmente a necessidade de mais água, que tem sido um bem escasso nos últimos tempos.
Deixo aqui algumas fotos das plantas que usufruem dessas sombras e que combinam na perfeição com as muitas estruturas em pedra que compõem o jardim.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Vindima nos Reis







Felizes da vida, lá andamos nós a vindimar as primeiras uvas brancas na Quinta dos Reis, e a matar saudades de memórias já quase esquecidas. Adoro vinho, mas este terá um sabor muito especial certamente. Juntamente com todo o processo, recordamos os nossos avós e as suas adegas familiares. É curioso como algo tão simples pode funcionar como uma máquina do tempo. Foi como se voltasse à presença do meu avô e à sua adega, há 30 anos atrás.
A produção, embora pequena, será só de vinho branco, o meu preferido, e embora ainda falte algum tempo,  já estamos a pensar no S. Martinho para fazer as primeiras provas.

sábado, 1 de setembro de 2012

Brincando com esparto nos Reis







Depois de apanhar algum esparto (Stipa tenacissima), uma planta comum no nosso pais e outrora muito usada por cá, chegou o momento de aprender a trabalhá-lo, e nada melhor do que fazê-lo na companhia de amigos. Foi o que aconteceu hoje com a família Reis, de Alcantarilha.  
Primeiro, houve que pisar o esparto e, de seguida, molhá-lo para ser trabalhado. Depois foi dividido em molhos de trinta folhas e, com elas, foram feitas algumas tranças (numa técnica conhecida localmente como empreita) que, no final, formaram um padrão interessante quando foram entrelaçadas. É verdade que este mini-workshop com esparto deu origem a momentos bem passados, e a um primeiro contacto com a matéria prima. Reconheço que ainda tenho muito que aprender.
Felizes da vida, andavam os gatos lá pela quinta... É só AMOR