quinta-feira, 12 de abril de 2012

Clematis, lírios brancos e papoilas roxas






Algumas fotos do dia de mais algumas flores do momento. Hoje abriram as primeiras flores da clematis que tenho no jardim. Aparentemente, o clima no Algarve é demasiado quente e seco para estas plantas, e talvez por isso nunca produzam muitas flores. Para saber um pouco mais sobre estas plantas, sugiro uma passagem pelo blog do amigo James.
Nesta altura do ano, grandes tapetes de flores dos lírios brancos decoram as beiras de muitas estradas, por terras Sul, o que, segundo parece, se deve ao trabalho dos cantoneiros do Estado Novo que, ao longo de décadas, embelezaram as bermas das estradas um pouco por todo o Algarve. Hoje, e muitos anos depois, continuam a ser um encanto.
Por fim, dois macros de duas enormes papoilas roxas (Papaver somniferum) que crescem todos os anos no caminho para a casa.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Verdadeiras jóias...




Difícil é não me deixar encantar. Ter como companhia um melro tenor que, diariamente, canta enquanto tomamos o pequeno almoço e no final do dia, é um privilégio. Isto sem falar do jardim natural em que os nossos campos se transformaram, mesmo após um inverno sem chuva. 
A colagem de hoje mostra mais três das mais belas orquídeas que por cá crescem e que pelas quais me sinto responsável, pois fazem parte da coleção do jardim da Casa Catita. Sou um apaixonado por estas pequenas jóias da flora portuguesa.

domingo, 8 de abril de 2012

A vontade da Ângela foi cumprida...













Se há tradição algarvia que merece ser partilhada, é a das tochas floridas.
É frequente vivermos em determinado sitio, desconhecendo ou não presenciando as tradições locais, e no que me diz respeito, a festa das tochas floridas, em S. Brás de Alportel, no Algarve, foi uma delas.
Antes do fatídico acidente de carro, que vitimou a minha querida amiga Ângela, na passada terça-feira, na E.N.125, ela convenceu-me a assistir a esta celebração da primavera, no domingo de Páscoa. Foi necessário uma Canadiana (apaixonada pelo nosso país) convencer-me a fazê-lo, e ainda bem que ela o fez, pois assisti, emocionado, a uma das mais belas festas religiosas de que tenho memória, na qual as flores são as rainhas.

Ângela, as flores desta festa ficarão para sempre ligadas a ti, e estarei eternamente grato pelos bons momentos que partilhamos ao longo dos últimos anos, e por todos os conselhos que me deste. 

Descansa em paz

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Chuva milagrosa






Bastou uma ajuda vinda do céu, e aquilo que parecia estar morto, ressuscitou. Este é o verdadeiro poder da chuva, o de alimentar e acordar tudo o que dependa dela. Por muito que o jardim seja regado manualmente, não há nada como uma boa chuvinha. É simplesmente incrível constatar isso e perceber que não somos capazes de substituir os elementos da mãe natureza, por mais que o homem ambicione tal.
Se há milagres, este é um deles...
A bela primavera acordou de um longo sono, finalmente, após ter sido beijada pelo príncipe.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Périplo pelo Minho - Capítulo ll












Confesso que tive alguma dificuldade em seleccionar este grupo de fotos, das muitas centenas que foram tiradas durante os dias de viagem.
Foi bom voltar a visitar o Minho, vinte e tal anos depois, e com a atenção e os interesses que atualmente tenho. Se há coisa que a idade nos dá é, sem dúvida, uma melhor compreensão e apreciação de tudo o que nos rodeia. Neste aspeto, esta viagem foi uma grande lição que vou querer repetir mais uma vez...

sábado, 31 de março de 2012

Périplo pelo Minho - capítulo I







Por terras do norte, mais concretamente alto Minho, andaram muito bem "perdidos" dois algarvios durante quase uma semana. Esta região do país, é um encanto para os olhos e a alma, e tão diferente do que estou habituado por terras do sul. 
A nossa base foi a bonita cidade de Guimarães, que este ano é capital europeia da cultura e, com um pequeno carro, percorremos uma boa parte da região do verde Minho. Sendo um apaixonado pelos velhos  espigueiros em granito, aproveitei a viagem para visitar os maiores e mais interessantes conjuntos, sendo a pequena povoação do Lindoso, no concelho de Ponte da Barca, o sitio por excelência onde podemos admirar muitas dezenas destes exemplares.
Estes espigueiros destinavam-se a conservar o milho bem ventilado, após a sua colheita no outono e, ao mesmo tempo, protegê-lo dos ratos. Em algumas aldeias comunitárias, estas construções estão concentradas em redor da eira empedrada, mas o mais frequente é cada casa ter o seu espigueiro. Existem ainda algumas aldeias onde estes estão localizados à entrada da povoação. Um espigueiro cheio de milho era sinal de uma casa abastada, o que, no passado, podia alimentar a inveja e o mau olhado de algum vizinho, e a melhor forma de se proteger passava por colocar cruzes. Infelizmente muitas delas já desapareceram.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Perfumes do jardim




Se há momento do ano em que o jardim mais parece uma loja de perfumes, é este. Percorrê-lo de olhos fechados é, sem dúvida, algo que aconselho. As fragrâncias doces das frésias, jasmins, glicínias e flor de laranjeira, surgem em cada recanto do jardim da Catita, atraindo-nos a elas quase como se fossemos abelhas.  E como gosto de me sentir atraído por elas...    
São a melhor vizinhança que poderia ter durante a construção que está em curso no jardim.

sábado, 24 de março de 2012

Mais três fantásticas autóctones no jardim



Estas são mais três das plantas silvestres que compõem  o jardim, e que estão em plena floração. A primeira, acho que dispensa apresentações, é a nossa bela e aromática esteva (Cistus ladanifer maculatus) com a sua floração efémera, muito intensa no período da manhã e, à tarde, um tapete de pétalas no chão. 
A flor central é, talvez, uma das mais belas que crescem por cá, conhecida como albarrã do Perú (Scilla peruviana), muito comum aqui no Sul, onde é conhecida por coroa de Cristo. Em Sintra, a minha avó chamava-lhe chapéu de bruxa. É estranho como um país tão pequeno atribui nomes tão diferentes.
Por fim, temos uma trepadeira com folhas em forma de coração, muito comum no Algarve, e conhecida como candeias ou erva cavalinha, a Aristolochia baetica. Mais três belas sugestões da natureza que temos, e perfeitas para jardins de baixa manutenção, com a vantagem de sobreviverem apenas com a água da chuva, quando a há! 
Bom fim de semana   

quinta-feira, 22 de março de 2012

Mocho, mochinho no jardim


Aqui está uma prova do velho ditado que diz que "filho de peixe sabe nadar"! 
Sou a última geração com ligação ao corte e lapidação de rochas ornamentais e, no meu caso, a aprendizagem foi quase natural.
O meu pai, sendo um industrial do ramo, ao qual dedicou uma vida, estaria certamente à altura deste desafio que lhe coloquei. Como gosto de mochos, pedi-lhe que me fizesse um em pedra, para decorar o jardim da Catita. Seria a primeira vez que ele esculpiria algo do género, mas, para quem, como ele, sempre foi perfecionista na sua profissão, além de conhecedor da arte, não lhe seria complicado fazer um. Pegando num pedaço de pedra, e após algumas horas, eis o primeiro de muitos, assim espero. 
Agora tenho um problema: para além do valor sentimental que lhe dou, não consigo encontrar um nicho ou um sítio apropriado para o colocar, pois parece ficar bem em qualquer lugar onde o coloco! Penso que vou usá-lo, ao longo do ano,  para decorar vários sítios no jardim. Serei, assim, as asas que este mocho em pedra não tem.
Claro que os louros, desta vez, são para o meu pai, e venham mais, pois este mocho parece estar muito só... ;-)