sexta-feira, 4 de maio de 2012

Termino com os bonecos "maios" do Algarve, mas não só...












Se há coisa que este nosso país tem, são tradições muito peculiares, como é o caso dos bonecos que podemos admirar em muitas povoações, a partir do 1º de Maio. Conhecidos como "maios", estes bonecos representam pessoas no seu quotidiano, e têm sempre um intenção crítica ou cómica. Podemos encontrá-los junto às casas, ou na berma das estradas, e assemelham-se a espantalhos, mas muito cuidados. A tradição parece remontar aos romanos. Como curiosidade, a ilha Terceira, nos Açores, também os tem.
Espero não vos ter chateado muito com tantas fotos deste passeio na Via Algarviana, mas ser-me-ia difícil não partilhar estes belos cenários naturais, deste Algarve tão desconhecido para a maior parte de nós... 
Esta caminhada de 30 km corresponde ao sector 13 da Via Algarviana.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Caminhada de terça-feira, 3ª parte






Mais algumas belas imagens da última caminhada, realizada no 1º de maio na Via Algarviana.
Chamo a atenção para a riqueza cromática das tradicionais carroças algarvias que, infelizmente, nem sempre são bem conservadas por quem as possui. Recordo uma carroça do meu avô, que era guardada debaixo de um telheiro por razões de conservação, que não é o caso desta que fotografei...

quarta-feira, 2 de maio de 2012

As mais bonitas flores de esteva...





Algo amarrotadas e de efémera existência, estas enormes flores de esteva (Cistus ladanifer) estão entre as minhas favoritas. Não sei quantas vezes já o disse aqui, mas nunca é de mais recordá-lo. E quando o intenso aroma a mel está associado às plantas, sobretudo após alguma chuva e algum calor, então, fico  encantado e nostálgico, recordando as minhas primeiras memórias das viagens ao Algarve. Bastava-me entrar na zona da serra, logo após o baixo Alentejo, onde esta planta é muito comum, e logo a minha mãe (uma filha do Algarve) dizia: "Já cheira ao Algarve..." 
E assim fiquei com a mais doce memória desta região, associada ao perfume que, generosamente, se liberta dos matos compostos por estevas. Se houve algo que contribuiu para que ficasse a residir por cá, esse algo passou por estes aromas, que nenhuma outra região do mundo, por onde andei e vivi, durante tantos anos, me proporcionou.
A caminhada de ontem passou por um dos percursos da Via Algarviana onde encontrei as maiores e mais belas flores que vi até hoje, e isso talvez explique a quantidade de vezes que parei para fotografá-las, a maioria das 524 fotos que tirei... 
Fica aqui o meu tributo às flores da esteva do reino dos Algarves, o que, por si só, seria capaz de me fazer voltar a percorrer os 30 km do percurso.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Dia de mais uma caminhada...







Desta vez foram mais 30 km entre Bensafrim e Vila do Bispo, em pleno parque natural da Costa Vicentina, e que me deixaram mais morto do que vivo ;-). Fica aqui um cheirinho do que tenho para partilhar, nos próximos dias, sobre esta fantástica Via Algarviana.

domingo, 29 de abril de 2012

A Via Algarviana entre Alte e Messines










Com alguma chuva à mistura, caminhamos mais 20 km na Via Algarviana. Foi a primeira vez que apanhamos alguma chuva, mas, mais uma vez, valeu a pena, pois se houve coisa que não faltou, foram os aromas fantásticos das nossas não menos fantásticas plantas aromáticas. Muitas estevas, pinheiros, murtas, tomilhos bela luz, entre muitas outras. Para adoçar ainda mais o ar, laranjais em plena floração. Sem dúvida, um privilégio para quem percorre estes caminhos...

sábado, 28 de abril de 2012

Breve passagem por Silves










Nos últimos dias, tenho andado um pouco desmotivado, mas tenho sempre alguma necessidade de registar em foto todo o que me rodeia, e embora tenha sempre boas imagens, sinto alguma dificuldade em escolher as melhores para publicar no blog.  
Hoje estive na cidade de Silves, e eis algumas coisas que me atraíram o olhar. Chamo a atenção para a intensa floração das árvores (Bauhinia purpurea e alba) que existem junto ao edifício da câmara, e para a pequena cria de cegonha, num dos muitos ninhos que a cidade acolhe.  Espero que gostem. 
Bom fim de semana.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Espartos, marioilas e chaminés dos anos 20...






 


Gosto cada vez mais da ideia de cultivar no jardim plantas que, para além do seu valor ornamental, possam, em parte, ajudar a conhecer melhor o passado desta região. Da mesma forma que podemos falar de uma chaminé tipicamente algarvia, como o caso das que mostro hoje, e têm que em comum o facto de terem sido construídas nos anos 20, também aprendemos muito sobre as raízes culturais de uma determinada população pelo uso que faz das plantas locais.
Durante séculos, o trabalho com esparto (Stipa tenacissima) foi uma das principais atividades económicas, em muitas aldeias da serra e do barrocal algarvio. Esta planta, da família das gramíneas, cresce normalmente em terrenos pobres e incultos, e é muito resistente à falta de água, o que a faz perfeita para jardins de baixa manutenção. Também o seu passado, e a importância que teve na economia local, fazem dela uma planta quase obrigatória num jardim algarvio.
A segunda planta de hoje, com flores lilases, é a versão mais primitiva de um esfregão de panelas... As suas folhas, de textura aveludada, serviram, durante muito tempo, para ajudar no trabalho de limpeza dos utensílios na cozinha. A planta é conhecida por cá como "mariola" ou "marioila" (Phlomis purpurea). Usada num jardim, ao lado do esparto e de tantas outras plantas locais, permitiria uma abordagem à cultura, à história, às tradições desta região, servindo, igualmente, para as perpetuar.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Couve roxa no "le jardin" do Ludgero






Quando pensamos em couves, raramente pensamos em couves roxas, e associá-las a um jardim rochoso, ainda menos. Este é o "look" atual deste "jardin", depois de muitas alfaces cultivadas inicialmente, e que já fizeram a delícia de muita gente. Agora chegou a vez de apreciar estas belas couves roxas. A plantação, mais ou menos aleatória, por entre pedras e outras plantas, consegue fazer com que toda a atenção recaia sobre elas e, mais uma vez pelo insólito, são motivo de conversa...
Este é, cada vez mais, um "jardim/horta" que não só é contemplativo, como também alimenta, o que, nos dias que correm, dá muito jeito... Mas é claro que a escolha de legumes mais exóticos faz toda a diferença.