Esta é uma praia/algar que poucos conhecem, sem nome e subterrânea. Acho-a tão bela, que a melhor forma de descrever esta enorme abóbada fruto de uma natureza caprichosa, é comparando-a frequentemente a uma catedral, cujo "criador" está presente diariamente. É um local de emoções fortes e, felizmente, afastado das multidões de turistas que nesta altura do ano acorrem ao Algarve.
Acho que sou um respigador moderno... Não tenho uma profissão definida, não tenho colegas de trabalho, e vivo dos pequenos prazeres do dia-a-dia, difíceis de explicar. Tudo o que faço é feito com paixão e total entrega àquilo que, para muitos, não tem qualquer valor. Gosto de criar os meus jardins secretos, reciclando, sempre que possível, plantas e outras coisas que vou encontrando no meu caminho. Agradeço a visita daqueles que queiram partilhar das minhas paixões...
domingo, 15 de julho de 2012
sábado, 14 de julho de 2012
Pitanga, uma tentação agridoce
As pitangueiras são arbustos originários do Brasil que produzem frutos de sabor agridoce. Por cá, o fruto ainda é pouco conhecido, mas como o arbusto tem interesse ornamental e é de fácil cultivo, acho que dentro de alguns anos será fácil encontrá-lo nos nossos mercados.
Deixo aqui uma sugestão de fim de semana: geleia e compota de pitanga.
Para fazer a geleia, basta;
300g de pitanga descaroçada, 300g de açúcar, um cálice de licor de limão ou o sumo de um limão e, por fim, alguns cravinhos (esta última especiaria é opcional). Junta-se tudo num tacho e vai ao lume brando a cozer lentamente, mexendo-se de vez em quando, e durante o tempo necessário para apurar (mais ou menos 25minutos). No final basta usar um passador e coar a mistura. Esta geleia pode ser consumida ao natural, mas, para quem gostar, pode acompanhar pratos de carne.
Para fazer a compota: 300g de
pitanga, sem o caroço, e bem triturada na varinha mágica, o mesmo peso de açúcar,
e levar ao lume, deixando ferver cerca de 5/8 minutos, mexendo de vez em
quando. Esta compota acompanha muito bem, por exemplo, um bom cheesecake.
quarta-feira, 11 de julho de 2012
Angela e Nigel Kilby
É com tristeza e saudade que recordo os muitos momentos partilhados convosco, e todo o apoio que recebi da vossa generosa e calorosa amizade, que se renovava a cada ano que visitavam o Algarve.
Gosto de pensar que um dia os nossos caminhos se cruzaram e que me ajudaram a ver a vida de uma forma diferente.
Obrigado a ambos e até sempre!
Doces lágrimas de uma amiga...
Não foi minha intenção... Mas parece que estas minhas surpresas não são indiferentes aos amigos que as recebem.
Ontem, ao sair de casa, passei junto dos restos de uma árvore candelabro que tinha sido abatida. Imediatamente parei a carrinha e carreguei a pernada maior. Esta Euphorbia ingens, sem o saber, iria fazer parte de um jardim de uma amiga minha. Aliás, essa minha amiga também não!
Com a ajuda do Ludgero, e após o almoço, hora em que a Lena normalmente não está em casa, lá fomos nós, de picareta na mão, plantá-la. Estas plantas pegam muito bem de estaca e são uma boa opção para jardins mais secos.
Parece que este nosso gesto, e sem ser minha intenção, provocou emoção e lágrimas na nossa amiga, o que para mim foi mais do que suficiente para continuar com esta minha necessidade de, com muito pouco, continuar a surpreender os que estão mais próximos, e com quem partilho os meus estados de alma...
No caminho de regresso, ainda houve tempo para fotografar e admirar mais uma belo exemplar de chaminé algarvia, com mais de cem anos, e que foi seguramente o orgulho do proprietário desta pequena casa rural, localizada em Campina, na freguesia de Boliqueime.
segunda-feira, 9 de julho de 2012
Os camaleões do Algarve
Hoje tive a sorte de ver um dos répteis que mais interesse me desperta. Durante esta manhã, estive a construir mais um pouco do jardim do Ludgero, que tem andado um pouco parado. Após o almoço tivemos a sorte de encontrar, a passear no jardim, um cameleão comum, que embora esteja muito associado à região do Algarve, parece não ser assim tão algarvio. Segundo se diz, foram os pescadores algarvios que, no sec. XIX, o trouxeram do norte de África.
Os camaleões são répteis totalmente inofensivos e, embora selvagens por cá, devem ser respeitados e conservados no seu habitat, pois têm um papel importante no controlo de insectos.
O Ludgero possui uma grande coleção de plantas e, entre
elas, muitos cactos e suculentas que, ao longo do verão, produzem flores de uma
beleza singular. E, claro, com tantas flores, a construção passa sempre para
segundo plano, pois primeiro há que apreciá-las e fotografá-las, e só depois
vem o trabalho "pesado"...
sábado, 7 de julho de 2012
Raios de luz no jardim
Algumas das plantas que tenho no jardim foram plantadas na base de algumas árvores de folha caduca, de forma a protegê-las do sol e do calor intenso. Por outro lado, consigo também reduzir a necessidade de regas.
Nesta parte do jardim com muita sombra, por vezes tenho a
sorte de observar, por momentos, alguns raios de luz que, atravessando folhas e
ramos, conseguem iluminar algumas das belas flores que surgem nesta altura do
ano. São momentos únicos do dia em que o Sol consegue realçar toda a beleza da
flor, e poder assistir a isto é um privilégio.
Deixo aqui alguns desses momentos...Bom fim de semana.
quarta-feira, 4 de julho de 2012
Algumas cores de julho na Catita
Apesar de ter reduzido em muito a rega no jardim, este parece estar mais colorido que nunca. Nunca me canso de fotografar a evolução deste espaço. Espero não me estar a repetir muito...
segunda-feira, 2 de julho de 2012
Árvores da Austrália
Nos últimos anos, têm sido introduzidas nos jardim algarvios muitas plantas e árvores que, até então, só existiam nos principais jardins botânicos, o que fazia com que poucas pessoas as conhecessem. É o caso destas três árvores originárias da Austrália, e que neste momento estão em plena floração.
A primeira, e talvez a mais curiosa, é conhecida como árvore do fogo (Brachychiton acerifolius), com flores semelhantes a sinos.
As árvores seguintes, são eucaliptos de crescimento lento, e graças à sua floração, são conhecidos por cá como "eucaliptos de jardim", e é fácil de perceber o porquê. Tratam-se de Eucalyptus ficifolia, e o de flor branca é mais raro de encontrar.
Pela facilidade com que crescem por cá, são uma excelente opção para os nossos jardins, dando-lhes um ar mais exótico. Para quem já tem um eucalipto comum no jardim, pode sempre enxertá-lo com estas variedades.
sexta-feira, 29 de junho de 2012
Mais algumas sementes
Com a chegada do verão, surgem também as sementes das plantas que floriram na primavera. Desta vez tenho sementes para oferecer de mais duas belas plantas.
Os Gladiolus illyricus, embora comuns nos nossos campos, raramente surgem em grupo, algo que facilmente se consegue através de sementeiras.
As outras sementes são de uma planta menos comum, a Echinops ritro, mas que é outra planta das nossas que fica bem em qualquer jardim.
Para mais informações, os interessados podem contactar-me via email.
Bom fim de semana
terça-feira, 26 de junho de 2012
Os três burritos!
Uma das resoluções para este verão é aprender a trabalhar o esparto (Stipa tenacissima), uma arte/ofício outrora muito comum no nosso país.
Este fim de semana comprei estas duas cabeças de burro, duas peças do artesanato local feitas em esparto que, infelizmente, é um tipo de trabalho cada vez menos comum por cá. São peças muito bonitas, herdeiras de uma tradição local e, segundo me parece, fáceis de fazer.
Ontem enquanto cortava o cabelo, olhando para a minha cabeça quase careca, tive uma ideia para introduzir algumas plantas de esparto no jardim. Como a planta forma uns tufos semelhantes a cabeleiras, e como tenho um muro "careca", que tal rematá-lo no topo com esparto? Bem, da ideia à prática, bastou apenas apanhar algumas plantas do campo, não muito longe da cabeleireira onde cortei o cabelo, e pouco tempo depois, estavam plantadas.
Esta planta é uma gramínea com origem no Mediterrâneo, que cresce em terrenos incultos, pobres e com boa drenagem, sobrevivendo a longos períodos de seca. O local para onde transplantei os espartos reproduz precisamente estas condições.
O passado histórico-cultural desta planta irá fazer parte da informação que tentarei passar a quem visitar o jardim e, se possível, com uma demonstração in loco de algumas das coisas que os nossos antepassados faziam com as folhas, por exemplo, uma cabeça de burro, já que está associada à origem do nome da casa: Catita é o nome da última burra que lá viveu...
domingo, 24 de junho de 2012
Catita by night
Finalmente, ontem foi dia de fazer uma experiência com a iluminação do jardim, e de mostrar o resultado de tantos meses de árduo trabalho, e nada melhor que um churrasco, no final da tarde, na companhia de bons e críticos amigos...
As fotos mostram um espaço talvez um pouco escuro, mas, na realidade, não é tanto assim. E como pensei que seria mais um noite de vento forte (coisa que não aconteceu), optei por não acender muitas velas, que dão um toque muito especial ao vários recantos que compõem o jardim.
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