terça-feira, 30 de novembro de 2010

Os avanços no jardim...


E aqui vão as primeiras imagens de parte do espaço que já sofreu intervenção: pintura do deck, início da pavimentação do caminho que vai circular pelo jardim, instalação de uma fonte (que estava esquecida a um canto...) e plantação de algumas flores e plantas, tudo isto representado na foto principal e nas da esquerda. As duas da parte de baixo, são o "antes" do trabalho. Mas nem ouso pensar naquilo que ainda falta fazer... 

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Os bungalows de Tampa


Esta pequena selecção de imagens representa os diferentes tipos de bungalows com arquitecturas art déco e arts & crafts, que podem ser encontrados nesta zona de Tampa, mais propriamente em Seminole Heights. São casas que datam dos anos 1920/1930, feitas em madeira na sua quase totalidade. Felizmente há muitos que estão classificados, e parece que cada vez mais se opta pela sua recuperação, mantendo assim a traça original destas ruas, e até mesmo as estradas são mantidas sem alcatrão, pavimentadas com tijolos de cimento. Um outro pormenor interessante, é a mobilidade das casas: estão assentes sobre estacas e "facilmente" poderão ser deslocadas de sítio, desmontadas ou não, caso se escolha uma nova vizinhança!

domingo, 28 de novembro de 2010

Foto do dia: Clerodendrum thomsoniae


Também conhecida por lágrima-de-Cristo, esta trepadeira (da família das verbenáceas) originária de África pode atingir até 4 metros de altura, e produz flores na Primavera e Verão. Gosta de sol pleno, mas também de ser podada e limpa de galhos secos e doentes, para não perder a sua força e viçosidade.

Folhas da Florida


Esta é uma pequena selecção das plantas disponíveis por aqui, com uma policromia bastante interessante, sendo que algumas delas já foram seleccionadas para este meu novo espaço.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Dica do dia: faça as suas próprias pedras!


Tendo em conta que a região da Florida não é fértil em pedras (e sem a minha carrinha para ir buscá-las), e sabendo que os meus espaços não podem viver sem elas, a minha opção teria de ser sempre a compra. Assim, e sempre privilegiando a utilização dos recursos locais e naturais, optei por fazer as pedras de que necessitava... E acabou por se tornar numa escolha barata, porque o custo final de cada "pedra" assim criada é de cerca de $5, e se as comprasse, cada uma poderia custar $60 ou $70, pelas pesquisas que fiz!
Na montagem de imagens, e começando pelo lado direito em cima: em 1, temos o primeiro passo que, depois de retirada a areia de um buraco no jardim, é misturá-la com o cimento necessário, e água; em 2, vê-se o buraco já preenchido com a massa obtida, podendo dar-se a forma desejada ao buraco consoante o formato de pedra que se quer; na foto número 3, temos a pedra já seca e retirada do buraco. Depois, e eu tive, mais uma vez, a ajuda preciosa da Siena (que já nos baptizou de "Stonemakers"), é só pegar nas pedras e escolher o local mais apropriado para cada uma. Se quisermos ter pedras um pouco diferentes, basta juntar um pigmento de uma qualquer cor à massa, e teremos pedras coloridas e perfeitas para fazer companhia às flores e plantas.
Para não ficar com um jardim cheio de buracos, pode-se enchê-los com aparas, folhas secas, etc., ou então plantar algumas plantas neles. A outra solução é usar areia que não seja retirada do jardim.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Foto do dia: Duranta erecta


Esta planta, também conhecida por violeteira, é uma espécie de arbusto, da família das Verbenaceae, originária da América central/do sul. Pode atingir 5 metros de comprimento e o mesmo em diâmetro. As flores surgem ao longo do ano, facto que a torna excelente para um jardim que se quer sempre com cor. No entanto, há que ter cuidado com as folhas e frutos dado que já se mostraram tóxicos para os mamíferos (os pássaros alimentam-se dela sem problemas...)

Foto do dia: mais uma planta seleccionada


Planta a planta, o jardim começa  a tomar forma, pelo menos na minha cabeça... Este filodendro irá ser acompanhado por outros exemplares, que serão colocados em três espécies de ilhas, ao longo dos dezasseis metros do caminho que vai serpentear pelo jardim. Juntamente com as árvores que já existem no jardim, serão os conjuntos mais frondosos, dada a estrutura das folhas. Talvez, assim, o Rui comece a pescar... É que na América do Sul, os povos indígenas tinham por hábito macerar as folhas e lançar o suco obtido às águas, provocando um entorpecimento dos peixes que vinham à superfície, e era só jogar as mãos...

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Foto do dia "Tibouchina heteromalla"

Esta é uma das sortudas que já foi seleccionada, pelo Rui, para integrar o novo jardim. É uma planta que gosta de sol mas também de sombra, e deve ser regada com alguma regularidade, mas sem ensopar o solo, e tem períodos de floração que podem ir do Verão ao Inverno.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Foto do dia: Tillandsia usneoides


Esta planta, conhecida comummente como barba-de-velho ou musgo espanhol, parece na realidade um musgo, mas não se trata de um líquen, mas sim uma planta da família das bromélias, o que faz dela uma parente afastada do... ananás! Estas imagens foram colhidas (com a ajuda da Siena) num parque em Tampa, e as árvores que lhe servem de suporte são carvalhos. As guias podem atingir uns impressionantes seis metros de comprimento, e são adeptas de áreas com muita humidade.

domingo, 21 de novembro de 2010

"O jardim dos vizinhos é mais colorido que o meu..."


Estas são algumas das sugestões de plantas que penso vir a incluir na transformação da "selva", aprovadas pelo Rui, que até posou! São plantas fotografadas no jardim dos vizinhos, e que parecem bastante adaptadas a esta zona. São bastante resistentes à falta de água, apesar de que, aqui, a humidade também ajude na manutenção. O mais difícil vai ser a distribuição pelo espaço, a conjugação de umas e outras, aliado ao pouco tempo disponível para fazê-lo... 

Foto do Dia

 Esta palmeira, Bismarckia nobilis, é natural da ilha de Madagáscar, é, talvez, uma das mais impressionantes que se possa ter no jardim. Pode atingir cerca de 15-18m, e as suas folhas de um azul cinzento podem ter até 3m de envergadura.

sábado, 20 de novembro de 2010

A "Selva"



Cá estou eu, na Florida, e aqui está o meu desafio! Vou tentar transformar esta "selva" quase tropical em algo menos selvagem, fazer-lhe um lifting para que todas as plantas que já existem, mais aquelas que hão-de chegar, possam ter o seu espaço e realçar a sua beleza. Infelizmente, não pude trazer a minha "varinha/carrinha mágica" para poder encontrar os melhores entulhos, os melhores caixotes do lixo e encontrar as plantas que costumam estar à minha espera... Vou ter de me contentar com aquilo que os vizinhos possam dispensar, com aquilo que possa encontrar nos caminhos, e contar com a boa vontade do Rui, o dono deste espaço (e do seu imaculado Volvo...) para transportar tudo aquilo de que vou necessitar. Apesar das dificuldades aparentes, é mais um desafio, mais um estágio, e vou fazer o que puder.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Foto do dia


Oliveira milenar, talvez tão velha quanto o país... É das impressionantes que conheço, uma verdadeira "senhora dona" oliveira, que terá alimentado muitas gerações.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

"Jardim da ribeira seca das calcites"


O jardim na Quinta dos Reis, em Alcantarilha, está finalmente (quase) pronto! Mesmo antes da minha viagem, para iniciar o meu novo projecto, na Florida, e também mesmo a tempo das primeiras chuvas de Inverno. Tudo começou por um convite feito pelos amigos Reis Cabrita e, como já é hábito da minha parte, não sabia o que e quando fazer, apenas disse que sim...
Ao longo dos últimos meses, planta a planta, pedra a pedra, o espaço começou a tomar forma. Claro que só com o voto de confiança dado no início pude seguir ao meu ritmo, o que nem sempre é possível. As soluções aqui postas em prática, dependeram sempre do meu estado de espírito, daquilo que ia encontrando ao longo do meu caminho, das idas à serra, a Sintra, ao caixote do lixo (o meu "garden center" favorito), etc., etc. O facto de também ter tido a família Reis Cabrita a participar em alguns dos momentos deste processo foi uma mais valia essencial, pois acredito que as memórias adquiridas ao longo do projecto são um aspecto fundamental para quem o vai viver.
A selecção de plantas para o projecto teve em conta a sua resistência à falta de água, pormenor importante no Algarve, assim como gostos partilhados entre mim e os proprietários. Entre elas, estão algumas variedades de agaves (p.ex., o Ferox, disfarçado de árvore de natal na foto...!)), de aloés, lírios, uma palmeira-anã do Algarve, alfazemas, estevas, alecrins e tomilhos, as 4 últimas fazendo parte da paisagem natural algarvia, detentoras de aromas específicos.   A acompanhá-las, muitas pedras escolhidas a dedo (do Barrocal algarvio, do Alentejo, de Sintra, etc.), que se tornam em elementos escultóricos únicos que pontuam toda a área do jardim. O elemento principal deste espaço (um tronco) surgiu por acaso, e graças a ele nasceu a ideia de criar uma ribeira seca e um espaço convidativo à contemplação.
No geral, o jardim pode ser dividido em 4 "instalações": até à ribeira seca, uma zona mais árida com agaves, aloés e seixos; depois, integrando o tronco, uma zona de sombra coberta a casca de pinheiro; a terceira, é a das ervas aromáticas; para terminar, uma zona dedicada aos lírios e alfazema selvagens do Algarve. A pontuar o espaço, que tem a forma triangular, uma Yuca.

domingo, 14 de novembro de 2010

Foto do dia


"Alecrim aos molhos..." As várias moitas de alecrim da "Casa Catita" estão agora a começar a florir, com tons que vão do lilás azulado ao branco, sendo este tom o menos comum; algumas das moitas têm cerca de 2m de altura! É uma planta aromática, muito frequente na nossa paisagem, e adequada a jardins de sequeiro.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Dica: romãzeira usada como sebe


Tradicionalmente, em algumas regiões do Algarve, as propriedades eram (e algumas ainda o são) vedadas com romãzeiras (Punica granatum). É uma excelente solução: para além da planta ser robusta, e estar adaptada ao nosso clima, suportando bem as geadas, produz belas flores e deliciosos frutos. É uma árvore de folha caduca (no Inverno, deixa passar o sol), e pode ser extremamente ramificada a partir da base, criando um entrelaçado de ramos espinhosos, que são uma excelente protecção contra possíveis invasores... Mediante uma poda, pode-se seleccionar apenas um tronco e, pouco a pouco, levá-la a formar uma boa copa. Vai muito bem também em pátios interiores, e nestes casos a poda é uma necessidade. E é um prazer poder sair de casa e apanhar um fruto logo ali...

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Foto do dia - Solanum rantonnetii


Planta fácil, perfeitamente adaptada ao clima do Algarve, e tem como característica produzir flor durante o ano inteiro, sendo que é nesta altura que há uma maior floração. Esta é a cor mais comum, mas existem outras variações.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Reutilização de velhas cantarias e pias


Aqui vai mais uma sugestão que tem como base (mais) uma paixão... Por influência familiar, sempre admirei o trabalho dos canteiros, e esta tradição milenar que é a de gravar, trabalhar as pedras. Muitas vezes, acabo por encontrar estas cantarias/pias, algumas já fragmentadas, que resultaram de demolições de casas antigas ou da substituição por algo mais recente. Desde sempre tenho utilizado estes "achados" nos espaços que crio, porque acrescentam alma e estão intimamente ligadas ao que se chama "jardim mediterrânico". São pedaços de e com história, que podem estar ao alcance de todos, basta prestar atenção ao que se passa à nossa volta (demolições, aterros, entulhos). Esta colecção de imagens é uma pequena amostra do que tenho feito.
Em outras situações, e porque também herdei a arte de bem trabalhar a pedra, e sempre que necessito de algo e não encontro, tenho por hábito fazê-lo, como se pode ver na foto da bica (esquerda, em baixo): a pedra era um pedaço de cantaria antiga, e eu transformei-a numa bica de água para colocar numa piscina... E estes pormenores funcionam, a meu ver, pela sua simplicidade, sem grandes ornamentos.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Foto do dia


Esta é mais uma das nossas plantas, bastante resistente a secas e muito ornamental, e excelente para bordaduras, também conhecida por Calluna vulgaris.

domingo, 7 de novembro de 2010

Agave attenuata no Algarve


Este é um dos meus agaves favoritos e está sempre presente nos espaços que tenho criado. Conhecido como "pescoço de cisne" (devido ao espigão de flores que cria no final da vida em forma de um pescoço do animal em causa), é originário do México e, sendo uma planta da família dos agaves, é muito pouco exigente em termos de água, mantendo-se viva apenas com a chuva. O único problema que tenho tido, é com a geada, que costuma queimá-los, embora consigam recuperar depois de algum tempo. É uma planta que funciona muito bem em conjunto e gosto, particularmente, de a usar em jardins rochosos. Curiosidade: TODOS aqueles que plantei em jardins que tenho criado forma encontrados à beira de estradas, de caixotes do lixo, etc., e já conto com largas dezenas deles, que têm produzido novas plantas para novos projectos. É mais um dos meus lixos de luxo... Devia ser criado um ecoponto para plantas, onde quem quisesse, pudesse abandonar as suas e recolher outras. Enquanto isso não acontece, eu sou esse ecoponto!

sábado, 6 de novembro de 2010

Foto do dia (Monchique)


Hoje fomos a Monchique apanhar algumas castanhas, e demos com este magnífico exemplar de uma Paineira rosa (Ceiba speciosa, originária do Brasil). É talvez uma das maiores conhecidas no país e, pasme-se, está situada nas traseiras de uma casa, num pequeno quintal, longe dos olhares... Desperdício, não??

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Dica: quando não as temos, podemos criá-las...


Mais uma das minhas paixões e, mais uma vez, tendo por base a reciclagem de materiais (neste caso, pedras e tijolos). A construção de cenários num jardim pode ser, sem dúvida, uma das formas de acrescentar mais fantasia a um espaço verde. A "ruína" pode ser apenas para contemplar, como poderá ser também um espaço utilitário, por exemplo, um recanto para refeições ao ar livre. Também pode, se for essa a intenção, acrescentar mais privacidade a um jardim.
Sem dúvida, poderá ser a peça principal de todo o jardim, e trata-se de mais um elemento a incluir num jardim de baixa manutenção: o espaço que a pedra ocupa, é menos uma erva daninha que nasce, é menos um espaço a necessitar de água...

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Mais uma paixão...


Aqui estão alguns dos meus trabalhos esculpidos em pedra, que servem para complementar a fantasia que tento sempre criar nos espaços verdes que executo. É com orgulho que os faço, dado que, em escultura, sou auto-didacta, herdeiro de uma tradição familiar no trabalho da pedra. por vezes, dou comigo a reproduzir fragmentos de frisos ou outros temas arqueológicos, dado que, sendo amante de arqueologia, acho que os originais devem ser expostos em museus, objecto de estudo e não apenas de observação para alguns poucos. Estes pormenores servem também para atrair ainda mais a atenção dos olhares para as pedras que, sem eles, poderiam passar despercebidas ou ter leituras lineares. É um excelente alimentador da curiosidade de quem visita os meus espaços, e só por isso já valeu a pena tê-lo feito. Para além disso, é comum suscitarem a dúvida sobre se serão originais antigos ou acrescentos meus...

Foto do dia ("Casa Catita")

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Foto do dia...

Agave, agave nosso...




Uma parte do dia de hoje foi dedicada a este agave. Há já alguns dias que andava a namorá-lo, perdido no meio de entulho, e completamente abandonado. Hoje lá peguei na minha enxada e decidi ir buscá-lo e levá-lo para um espaço mais digno, que encontrei no jardim da Tina.
Uma das coisas que me dão imenso prazer é recuperar plantas que vou encontrando abandonadas, deitadas fora, ou outras que nascem em locais menos apropriados, como, por exemplo, estes aterros de entulhos. Esta é a minha forma de, em parte, contrariar a sociedade de consumo, e de fazer algumas pessoas felizes, sobretudo aquelas com quem partilho esta minha paixão. Com estes passos, seguramente que ficarão memórias agradáveis associadas tanto à planta como aos momentos envolvidos neste percurso do lixo para o jardim. Costumo dizer que é fácil fazer um jardim utilizando apenas aquilo que os outros não querem...