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sexta-feira, 22 de junho de 2012

Achados da semana










Para conseguir criar a ilusão de que algo já existia há muito tempo no jardim, nada melhor que a reutilização de materiais. Infelizmente, não é fácil encontrá-los, e muitas vezes tenho que vasculhar em velhos aterros de entulhos desativados (que para mim são uma espécie de centro comercial ao ar livre, sempre em promoção). É algo que me dá muito prazer, e foi o que fiz no inicio desta semana.
Nunca sei bem o que vou encontrar, mas, normalmente, tudo o que encontro dificilmente poderia ser comprado. O lote desta semana é composto por alguns tijolos antigos, pedras calcárias e de grés vermelho, um garrafão de vidro e, para minha surpresa, 5 belas yuccas gloriosas "variegatas", um tipo de yucca não muito comum.
Tudo isto manteve-me ocupado durante os últimos dias. Os velhos tijolos e algumas pedras, resultaram num dos mais curiosos nichos do jardim da Catita; outras pedras deram origem a vasos para plantas; o garrafão verde é sempre um excelente quebra-luz num nicho com iluminação elétrica, coisa que não falta no jardim; e as yuccas irão fazer parte dos meus presentes deste Natal, ou não...
Esta semana retratou muito bem a minha postura diária e a minha filosofia de vida: ser feliz com a capacidade de criar algo, aproveitando aquilo que não desperta qualquer interesse a muitos... até verem o resultado final!
Bom fim de semana.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Mais algum lixo de luxo






Desta vez, há coisa boa... uma bela nolina, identificada pela amiga Natália, e desde logo plantada num vaso à altura, igualmente encontrado no lixo, e que parece que já  estava destinado a esta planta.
Normalmente, recolho da beira da estrada tudo o que me parece ter algum potencial no jardim, porque sei que é só uma questão de tempo até lhe dar algum uso. Com esta reutilização de plantas, consegue-se poupar muito dinheiro, mas mais do que isso, é o prazer de recuperar plantas e outras coisas, e de sentir que faço parte desse processo. Se eu não residisse nesta região, talvez tudo estivesse destinado ao aterro sanitário, o que seria uma pena...
Penso que esta crise financeira é amiga da criatividade, e gosto de me sentir parte dela, transformando aquilo que vou encontrando em algo de belo, segundo o meu ponto de vista, claro.