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terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Dia de campo








Mais alguma velhas ruínas que encontrei hoje na charneca algarvia. Na companhia do meu amigo Ludgero, nascido nesta bela região, conheci mais duas casas (ou o que resta delas), e em ambas ainda é possível admirar os oratórios e cimalhas interiores.
Conheço centenas de ruínas no Algarve, mas só nesta parte, conhecida como charneca, no concelho de Loulé, tenho encontrado estes símbolos de uma religiosidade popular, em casas anteriores ao séc.XX. Embora não sendo religioso, tenho um enorme respeito e fascínio por estes oratórios.
Uma outra curiosidade, é que tenho encontrado, quase sempre, tufos de açucenas próximo destas ruínas, que, segundo o meu amigo, eram as flores habitualmente usadas para pôr no "pai d'céu", nome dado a estes oratórios. A última foto mostra um enorme tufo de açucenas.   
Este é o Algarve que morre a cada dia que passa, e que me apaixona cada vez mais. Aqui está a verdadeira essência da região, sufocantemente nostálgica, e não muito longe do litoral das praias douradas.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Dica: quando não as temos, podemos criá-las...


Mais uma das minhas paixões e, mais uma vez, tendo por base a reciclagem de materiais (neste caso, pedras e tijolos). A construção de cenários num jardim pode ser, sem dúvida, uma das formas de acrescentar mais fantasia a um espaço verde. A "ruína" pode ser apenas para contemplar, como poderá ser também um espaço utilitário, por exemplo, um recanto para refeições ao ar livre. Também pode, se for essa a intenção, acrescentar mais privacidade a um jardim.
Sem dúvida, poderá ser a peça principal de todo o jardim, e trata-se de mais um elemento a incluir num jardim de baixa manutenção: o espaço que a pedra ocupa, é menos uma erva daninha que nasce, é menos um espaço a necessitar de água...

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Pedra sobre pedra



Desde muito jovem, senti uma atracção forte por ruínas arqueológicas, e um fascínio muito grande pelo trabalho da pedra e técnicas de construção. Alguns anos mais tarde, apercebi-me que podia pôr em prática este tipo de construção e, em parte, recriar o passado, construindo "ruínas" nos espaços verdes que criava. Reconheço que este meu hobby é muito solitário, dado que tenho necessidade de conceber e construir cada centímetro dessas ruínas, logo, é incompatível com a presença de ajudantes. Tenho tido a sorte de executar este tipo de trabalhos em várias partes do mundo, p. ex., nos EUA e na Nova Zelândia, e aproveito este trabalho para viajar e conhecer um pouco o mundo. aqui apresento apenas uma selecção de alguns desses trabalhos.