terça-feira, 17 de abril de 2012

O cantinho da nossa amiga Pat





Este ano, e pela segunda vez, recebi todas as plantas que a Pat usou para decorar a varanda do apartamento, que ela, habitualmente, ocupa aquando das suas férias no Algarve. Como sempre, fiz a promessa de estas, ou outras plantas, voltarem à varanda no próximo ano.
Como ainda falta muito tempo, resolvi dedicar um cantinho do jardim às plantas da Pat, transformando este espaço no mais colorido do momento, no jardim da Catita.
A família da Pat é Canadiana, e há muitos anos que vários dos seus membros passam algumas semanas do inverno no Algarve. Tudo começou com a paixão que a sua mãe Betty, de 92 anos, tem por esta região. Temos partilhado momentos únicos com estes grandes amigos, e é uma grande honra ficar incumbido de cuidar destas plantas. 
Obrigado, amiga Pat.

domingo, 15 de abril de 2012

Mais 15 km de Via Algarviana









Durante as últimas semanas, não foi possível realizar as caminhadas na Via Algarviana, e confesso que já sentia falta disso. Finalmente, hoje voltamos a retomá-las e, embora tivessemos muito vento no início, valeu a pena. Começamos na povoação do Barranco do Velho, e terminamos em Salir, percorrendo a última parte da serra do Caldeirão.
Com as plantas autóctones em plena floração, e com os primeiros km do percurso feitos a mais de 500 metros de altitude,  percorremos 15 km de jardins naturais, com um leve aroma a mel, tão característico destes matos, onde as estevas (Cistus ladanifer) predominam. Interessante foi, também, encontrar grandes manchas de rosmaninhos, compostas por duas espécies diferentes: o mais comum por cá, Lavandula luisieri, com a sua flor roxa, e um outro, talvez menos comum, o rosmaninho de flor verde (Lavandula viridis).
Mas, mais uma vez, a minha atenção foi para a bela rosa albardeira (Paeonia broteroi) e, pela primeira vez, senti o seu doce perfume, que desconhecia até ao momento.
Aqui ficam algumas das mais belas imagens desta última caminhada, feita no mais belo jardim algarvio.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Clematis, lírios brancos e papoilas roxas






Algumas fotos do dia de mais algumas flores do momento. Hoje abriram as primeiras flores da clematis que tenho no jardim. Aparentemente, o clima no Algarve é demasiado quente e seco para estas plantas, e talvez por isso nunca produzam muitas flores. Para saber um pouco mais sobre estas plantas, sugiro uma passagem pelo blog do amigo James.
Nesta altura do ano, grandes tapetes de flores dos lírios brancos decoram as beiras de muitas estradas, por terras Sul, o que, segundo parece, se deve ao trabalho dos cantoneiros do Estado Novo que, ao longo de décadas, embelezaram as bermas das estradas um pouco por todo o Algarve. Hoje, e muitos anos depois, continuam a ser um encanto.
Por fim, dois macros de duas enormes papoilas roxas (Papaver somniferum) que crescem todos os anos no caminho para a casa.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Verdadeiras jóias...




Difícil é não me deixar encantar. Ter como companhia um melro tenor que, diariamente, canta enquanto tomamos o pequeno almoço e no final do dia, é um privilégio. Isto sem falar do jardim natural em que os nossos campos se transformaram, mesmo após um inverno sem chuva. 
A colagem de hoje mostra mais três das mais belas orquídeas que por cá crescem e que pelas quais me sinto responsável, pois fazem parte da coleção do jardim da Casa Catita. Sou um apaixonado por estas pequenas jóias da flora portuguesa.

domingo, 8 de abril de 2012

A vontade da Ângela foi cumprida...













Se há tradição algarvia que merece ser partilhada, é a das tochas floridas.
É frequente vivermos em determinado sitio, desconhecendo ou não presenciando as tradições locais, e no que me diz respeito, a festa das tochas floridas, em S. Brás de Alportel, no Algarve, foi uma delas.
Antes do fatídico acidente de carro, que vitimou a minha querida amiga Ângela, na passada terça-feira, na E.N.125, ela convenceu-me a assistir a esta celebração da primavera, no domingo de Páscoa. Foi necessário uma Canadiana (apaixonada pelo nosso país) convencer-me a fazê-lo, e ainda bem que ela o fez, pois assisti, emocionado, a uma das mais belas festas religiosas de que tenho memória, na qual as flores são as rainhas.

Ângela, as flores desta festa ficarão para sempre ligadas a ti, e estarei eternamente grato pelos bons momentos que partilhamos ao longo dos últimos anos, e por todos os conselhos que me deste. 

Descansa em paz

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Chuva milagrosa






Bastou uma ajuda vinda do céu, e aquilo que parecia estar morto, ressuscitou. Este é o verdadeiro poder da chuva, o de alimentar e acordar tudo o que dependa dela. Por muito que o jardim seja regado manualmente, não há nada como uma boa chuvinha. É simplesmente incrível constatar isso e perceber que não somos capazes de substituir os elementos da mãe natureza, por mais que o homem ambicione tal.
Se há milagres, este é um deles...
A bela primavera acordou de um longo sono, finalmente, após ter sido beijada pelo príncipe.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Périplo pelo Minho - Capítulo ll












Confesso que tive alguma dificuldade em seleccionar este grupo de fotos, das muitas centenas que foram tiradas durante os dias de viagem.
Foi bom voltar a visitar o Minho, vinte e tal anos depois, e com a atenção e os interesses que atualmente tenho. Se há coisa que a idade nos dá é, sem dúvida, uma melhor compreensão e apreciação de tudo o que nos rodeia. Neste aspeto, esta viagem foi uma grande lição que vou querer repetir mais uma vez...

sábado, 31 de março de 2012

Périplo pelo Minho - capítulo I







Por terras do norte, mais concretamente alto Minho, andaram muito bem "perdidos" dois algarvios durante quase uma semana. Esta região do país, é um encanto para os olhos e a alma, e tão diferente do que estou habituado por terras do sul. 
A nossa base foi a bonita cidade de Guimarães, que este ano é capital europeia da cultura e, com um pequeno carro, percorremos uma boa parte da região do verde Minho. Sendo um apaixonado pelos velhos  espigueiros em granito, aproveitei a viagem para visitar os maiores e mais interessantes conjuntos, sendo a pequena povoação do Lindoso, no concelho de Ponte da Barca, o sitio por excelência onde podemos admirar muitas dezenas destes exemplares.
Estes espigueiros destinavam-se a conservar o milho bem ventilado, após a sua colheita no outono e, ao mesmo tempo, protegê-lo dos ratos. Em algumas aldeias comunitárias, estas construções estão concentradas em redor da eira empedrada, mas o mais frequente é cada casa ter o seu espigueiro. Existem ainda algumas aldeias onde estes estão localizados à entrada da povoação. Um espigueiro cheio de milho era sinal de uma casa abastada, o que, no passado, podia alimentar a inveja e o mau olhado de algum vizinho, e a melhor forma de se proteger passava por colocar cruzes. Infelizmente muitas delas já desapareceram.