segunda-feira, 4 de junho de 2012

Mestre Lúcio Zagalo de Estremoz








Com mais de cem anos de tradição no nosso país, o mosaico hidráulico está como que em vias de extinção.
Este fim de semana estive no Alentejo, em Estremoz, a convite de uns bons amigos do blog, e aproveitei para conhecer uma das últimas oficinas de hidráulicos.
O proprietário, o senhor Lúcio Zagalo, com 70 anos, é um dos últimos grandes mestres desta bela arte. Orgulhoso do que faz, ele foi-me explicando parte dos segredos associados à produção destes belos mosaicos. Penso que esta oficina possui quase todas as formas e padrões que, ao longo do séc. XX, decoraram muitas das casas um pouco por todo o país, e prova disso é o mostruário existente no local.
Fiquei com vontade de aprender esta arte...
Quero agradecer ao amigos que deixaram comentários no último post que publiquei. É sempre importante saber o que pensam.

7 comentários:

  1. I just returned from Guatemala and saw much of the Spanish influence of tile in many buildings and homes. So it was nice to see your posting today, though I know yours was from Portugal and not Spain. Nice to visit again. Jack

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  2. Há cerca de um ano fiz obras em casa e depois de ter visto uma "taberna" em Leiria com um chão maravilhoso em mosaicos hidráulicos(infelizmente comprados em Espanha por serem 50% mais baratos), fiz uma pequena pesquisa na internet e "descobri" que existe uma firma em Águeda que os vende e presumo que fabrica e descobri este senhor em Estremoz, telefonei-lhe (deu para ver que é apaixonado pelo que faz)e acabei por não o visitar porque o empreiteiro já estava em cima da hora. A minha sala perdeu a oportunidade de ter um chão maravilhoso mas a minha carteira agradeceu imenso! É que o problema é que este mosaico ao ser artesanal sai caro, pelo menos para as bolsas do mediano português...
    Ana Silva

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  3. Tudo o que é artesanal sai caro, excepto na China , onde a mão-de-obra é ao preço da uva mijona e onde não há direitos, dai tudo vir da China e ao preço que vem, mas a qualidade????? por ser artesanal e em Portugal o preço é o que é, mas a qualidade não tem nada a ver e assim o nosso artesanato vai desaparecer, porque todo o mundo, e é natural, procura o mais barato, mas a duração..... não terá de ser substituido tanatas vezes. É o que temos e com tanta gente desempregada e, alguns tem dezenas de cursos, fazem colecção, ao fim e ao cabo nunca vão fazer uso do que aprenderam e tudo isso nós pagamos com os nossos impostos,mas é uma boa maneira que o Estado tem de ir empatando o pessoal, e como ninguém pede contas, vai-se andando, tá-se bem.........Moreno

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  4. Gostei de conhecer.
    Gosto muito de Azulejos e mosaicos e era uma tradição nos jardins portugueses que se vai perdendo também. Actualmente os novos arquitectos paisagistas raramente os incorporam no design dos jardins.
    Obrigado por partilhares!!

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  5. Talvez seja esta a unica forma de se encontrar beleza num material tao inestetico como o cimento.
    Eu propria tambem ja recolectei muitas peças lindas como estas,para funçoes decorativas no jardim e nao so.
    Muitos parabens pelo seu excelente blog e pela partilha da seu estilo de vida absolutamente maravilhoso!Obrigada!
    Eu preciso perguntar:
    para quando mais uns posts acerca de vida animal? esses encantadores animaizinhos (silvestres e domesticos),que frequentam o seu jardim e que a sua camara tao bem tem namorado?
    Continue a mostrar ao mundo o seu encanto,Sr.Julio!(seu e deles!)
    abraços de Maria Alexandra.

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  6. Além do Mestre Lúcio Zagalo de Estremoz, existe um outro atelier em Fronteira com trabalho de muita qualidade nesta área. Fica aqui o link:
    www.artevida.net
    É um projeto de uma belga e um irlandês, radicados em Fronteira, que estão a assegurar a continuidade e o desenvolvimento da tradição dos mosaicos portugueses.

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  7. Nenhum atelier que eu conheça bate a qualidade e diversidade que se encontra em Estremoz.
    Mas vale a pena conhecer também os belos trabalhos do arte e vida, porem o verdadeiro mosaico só do Mestre Zagalo, recomendo.
    Belo post, como sempre.

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