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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

E assim foi o nosso dia de "ginásio" no jardim








Antes de mais, gostava de agradecer todos os comentários deixados no último post. É sempre bom conhecer as vossas opiniões sobre o que tenho publicado neste blog.

Mais umas pedras, mais umas plantas, e momentos muito bem passados, assim tem sido a filosofia de construção deste jardim, em que tudo parece fazer sentido, embora nenhum de nós sabe ao certo como e quando será terminado. Claro que, para que tudo isto resulte, tem de haver uma boa amizade e uma total entrega a uma paixão que envolva plantas e muitas pedras, claro! É assim que o meu trabalho com o Ludgero tem funcionado, e é assim que prefiro trabalhar em cada novo projeto que me é sugerido.
Até ao momento, já foram provavelmente movimentadas mais de 25 toneladas de material, entre terras, areia, plantas, pedras, e sei lá mais o quê... É verdade que podíamos optar pelo uso de máquinas, mas não seria o mesmo. Todo o esforço tem sido assumido como um bom exercício para o corpo e para a mente. Acho que até fomos abandonados pelas nossas hérnias respetivas! 
Num dos nossos regressos ao trabalho, após o almoço, encontramos algumas plantas ao lado do caixote do lixo, e desta vez era algo mais exótico: uns quantos pés de philodendrons, plantas essas que, se fossem compradas, seria necessário gastas mais de 100 euros para as adquirir. Mais uma reciclagem, bem ao meu gosto.
Quero ainda partilhar uma satisfação muito pessoal relacionada com uma opinião que uma pessoa deixou, aquando da visita ao jardim em construção, e que vai ao encontro do que gosto de criar. A pessoa em questão estava convencida que o nicho do jardim já existia, e que era muito antigo, e que eu apenas o teria posto a descoberto, escavando a terra... Ao ouvir esta opinião, fiquei com o ego bem alimentado, pois é precisamente o que pretendo: criar uma ilusão e um espaço, o mais intemporal possível. 

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Mais uma ida à "loja"




Hoje foi dia de procurar mais algumas coisas para o novo jardim. Com a ajuda do meu amigo Ludgero, o proprietário do jardim em construção, carregamos um belo tronco de alfarrobeira, pedras e dois agaves attenuatas já moribundos, mas perfeitos para o novo espaço.
Somos clientes assíduos destas lojas e, como tal, temos sempre desconto... ;-)

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Mais três yuccas...







Por quê comprar, quando facilmente podemos encontrá-las à beira do caixote do lixo? Assim foi esta manhã, ao sair de casa, quando encontrei as três yuccas da primeira foto, e desta forma poupei cerca de €300, pois este poderia ser o preço de mercado para plantas desta dimensão. Têm mais de 2 metros de altura e pertencem à espécie Gloriosa (uma das mais comuns no nosso país). Confesso ter uma grande atracção por este tipo de plantas e, normalmente, sou incapaz de deixar uma pernada que seja e que encontre abandonadas... Já conto com algumas centenas assim recuperadas, e sendo uma planta pouco exigente, sobrevivendo a longos períodos de seca, acaba por ser uma das minhas favoritas quando crio espaços. Desta forma, acabo sempre por fazer uma jardinagem de reciclagem. As fotos seguintes, apresentam alguns dos exemplares assim recuperados por mim nos últimos anos e os cenários que já ajudaram a criar, especialmente na Casa Catita. Além disto, são de fácil plantação: basta enterrar um pouco do tronco na terra (numa área bem drenada, regando apenas quando a terra está seca) e já está!
Um outro aspecto interessante nestas plantas, está associado aos seus bonitos cachos de flores brancas que anualmente produzem. Os povos da América Central consomem-nas de várias maneiras, por exemplo em saladas, omeletas, refogados, etc., e o saber aproxima-se de algo entre o espargo, a fava e a endívia. Desde que fiquei a saber disto, também eu fiquei fã delas! Para os curiosos gastronómicos, aconselho a visita a http://www.thekitchn.com/thekitchn/ingredients-herbs/seasonal-spotlight-yucca-flowers-118881
Noutras variedades de yucca, também os rizomas podem ser consumidos.

domingo, 30 de janeiro de 2011

As flores de Janeiro do jardim da Tina


Estas são as cores deste mês no jardim da minha amiga Tina Bravo. Em 2002 teve início a sua construção e durante os anos seguintes a colecção de plantas, pedras, troncos, esculturas e outros objectos fazem parte deste espaço. A proprietária acompanhou e fez parte de todos os momentos importantes deste projecto e, pessoalmente, acho que é muito importante este tipo de parceria: no final, cada recanto deste espaço fará parte de uma memória comum entre o criador e o seu mecenas. Uma característica deste espaço é também algo que eu defendo, e que já referi em outras mensagens: a reciclagem de plantas, e de muita pouca exigência no que toca à água, sobrevivendo quase sempre apenas com a água da chuva. Quase todas as plantas vieram da beira da estrada, dos ecopontos, de terrenos abandonados, etc., e as fotos mostram algumas partes do resultado final, mas sempre em construção. Além de tudo, é também um jardim muito aromático, graças aos alecrins, estevas, tomilhos, alfazemas, etc.