Algarve-Portugal
Acho que sou um respigador moderno... Não tenho uma profissão definida, não tenho colegas de trabalho, e vivo dos pequenos prazeres do dia-a-dia, difíceis de explicar. Tudo o que faço é feito com paixão e total entrega àquilo que, para muitos, não tem qualquer valor. Gosto de criar os meus jardins secretos, reciclando, sempre que possível, plantas e outras coisas que vou encontrando no meu caminho. Agradeço a visita daqueles que queiram partilhar das minhas paixões...
Mostrar mensagens com a etiqueta jardim do Ludgero. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta jardim do Ludgero. Mostrar todas as mensagens
quarta-feira, 4 de novembro de 2015
sexta-feira, 17 de abril de 2015
Pão para a boda...
Um jardim de plantas suculentas e tradições algarvias. Hoje foi dia de amassar pão, pois amanhã é dia de festa com o casamento realizado no jardim. Carina (a filha do amassador Ludgero) vai casar no jardim da casa.
sábado, 10 de janeiro de 2015
domingo, 4 de janeiro de 2015
terça-feira, 3 de dezembro de 2013
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
Com jardim e vista mar...
Finalmente, os "canitos" do Ludgero conheceram a nova casa. Depois de muitos dias de trabalho, conseguiu-se criar um espaço interessante, do nosso ponto de vista, claro, para acolher a família canina. Acho que invejei esta família, pois, para além de uma bela vista sobre o jardim, também conseguem ver o mar ao longe, assim como a vizinhança. Julgo que até acham que vivem numa torre, tal é a altura de construção, quando vista da rua principal.
Os acabamentos que faltam fazer, que incluem pinturas e alguns rebocos, ficaram para depois das férias.
segunda-feira, 9 de julho de 2012
Os camaleões do Algarve
Hoje tive a sorte de ver um dos répteis que mais interesse me desperta. Durante esta manhã, estive a construir mais um pouco do jardim do Ludgero, que tem andado um pouco parado. Após o almoço tivemos a sorte de encontrar, a passear no jardim, um cameleão comum, que embora esteja muito associado à região do Algarve, parece não ser assim tão algarvio. Segundo se diz, foram os pescadores algarvios que, no sec. XIX, o trouxeram do norte de África.
Os camaleões são répteis totalmente inofensivos e, embora selvagens por cá, devem ser respeitados e conservados no seu habitat, pois têm um papel importante no controlo de insectos.
O Ludgero possui uma grande coleção de plantas e, entre
elas, muitos cactos e suculentas que, ao longo do verão, produzem flores de uma
beleza singular. E, claro, com tantas flores, a construção passa sempre para
segundo plano, pois primeiro há que apreciá-las e fotografá-las, e só depois
vem o trabalho "pesado"...
terça-feira, 24 de abril de 2012
Couve roxa no "le jardin" do Ludgero
Quando pensamos em couves, raramente pensamos em couves roxas, e associá-las a um jardim rochoso, ainda menos. Este é o "look" atual deste "jardin", depois de muitas alfaces cultivadas inicialmente, e que já fizeram a delícia de muita gente. Agora chegou a vez de apreciar estas belas couves roxas. A plantação, mais ou menos aleatória, por entre pedras e outras plantas, consegue fazer com que toda a atenção recaia sobre elas e, mais uma vez pelo insólito, são motivo de conversa...
Este é, cada vez mais, um "jardim/horta" que não só é contemplativo, como também alimenta, o que, nos dias que correm, dá muito jeito... Mas é claro que a escolha de legumes mais exóticos faz toda a diferença.
terça-feira, 20 de março de 2012
A pedra
Para comemorar a chegada da primavera, esculpi mais uma pedra em grés vermelho de Silves. Estas folhas são como que a assinatura dos meus projetos. Estrategicamente colocada no início da futura escada do jardim, será a pedra mais importante, e a que irá cativar mais olhares e curiosidade. Ainda não tinha terminado de esculpir esta pesada pedra, e já sonhávamos com todo um muro rematado com pedras iguais a ela. Tive necessidade de pôr um travão à nossa imaginação, mas confesso ter gostado da ideia...
sábado, 17 de março de 2012
E assim vai a construção...
Mais um nicho que irá iluminar uma escada mais tarde, mais umas curvas e muitas, muitas plantas, basicamente, mais do mesmo. São algumas das "novidades" desta semana no jardim do Ludgero.
Com as temperaturas dos últimos dias, já começo a ter alguma dificuldade em manter o mesmo ritmo de trabalho. A minha sorte é existir sempre uma cerveja fresca lá por casa ;-)
Gostava de partilhar o método de construção que uso para criar um nicho, sendo esta a forma mais rápida para o fazer. Basta usar um suporte, neste caso uma velha lata de tinta, uma tábua e, sobre esta, areia húmida e moldada, onde serão apoiadas as pedras do arco. Depois, é só esperar que esta argamassa seque, e retira-se a estrutura de apoio.
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
As meninas já estão à janela....
Mais um dia animado, produtivo e criativo, lá para os lados do jardim do Ludgero, nas Benfarras. E estas fotos são apenas de alguns dos momentos do dia.
Estou muito feliz com a solução que encontrei para expor as pedras que vieram de Sintra, pedras essas que faço sempre questão de incluir nos meus projetos. Neste caso, as minhas belas "mastrontas", assemelham-se a rostos, quando expostas em cada nicho. Quando iluminadas com velas, ficam ainda mais interessantes. Acho que estes muros em pedra ganham muito com toda esta fantasia.
É claro que um jardim como este tem sempre espaço para mais umas plantas, e se pudermos reutilizá-las, melhor ainda. Foi o que aconteceu, depois do almoço. De regresso ao jardim, lá estava mais um monte de aloés, à beira da estrada. É verdade que o carro já trazia um belo lote de pedras, mas há sempre espaço para mais umas plantas.
No final, ainda houve tempo para ir buscar uma bela estrelícia à estufa da família. E que estufa! Mais parece um fantástica selva.
A última foto de papoilas e malmequeres, é dedicada a todos os que deixaram comentários neste mês, o que é sempre agradável receber. Obrigado a todos.
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
E assim foi o nosso dia de "ginásio" no jardim
Antes de mais, gostava de agradecer todos os comentários deixados no último post. É sempre bom conhecer as vossas opiniões sobre o que tenho publicado neste blog.
Mais umas pedras, mais umas plantas, e momentos muito bem passados, assim tem sido a filosofia de construção deste jardim, em que tudo parece fazer sentido, embora nenhum de nós sabe ao certo como e quando será terminado. Claro que, para que tudo isto resulte, tem de haver uma boa amizade e uma total entrega a uma paixão que envolva plantas e muitas pedras, claro! É assim que o meu trabalho com o Ludgero tem funcionado, e é assim que prefiro trabalhar em cada novo projeto que me é sugerido.
Até ao momento, já foram provavelmente movimentadas mais de 25 toneladas de material, entre terras, areia, plantas, pedras, e sei lá mais o quê... É verdade que podíamos optar pelo uso de máquinas, mas não seria o mesmo. Todo o esforço tem sido assumido como um bom exercício para o corpo e para a mente. Acho que até fomos abandonados pelas nossas hérnias respetivas!
Num dos nossos regressos ao trabalho, após o almoço, encontramos algumas plantas ao lado do caixote do lixo, e desta vez era algo mais exótico: uns quantos pés de philodendrons, plantas essas que, se fossem compradas, seria necessário gastas mais de 100 euros para as adquirir. Mais uma reciclagem, bem ao meu gosto.
Quero ainda partilhar uma satisfação muito pessoal relacionada com uma opinião que uma pessoa deixou, aquando da visita ao jardim em construção, e que vai ao encontro do que gosto de criar. A pessoa em questão estava convencida que o nicho do jardim já existia, e que era muito antigo, e que eu apenas o teria posto a descoberto, escavando a terra... Ao ouvir esta opinião, fiquei com o ego bem alimentado, pois é precisamente o que pretendo: criar uma ilusão e um espaço, o mais intemporal possível.
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
O gaimãozinho e o jardim do Ludgero
O pequeno gaimão (asphodelus tenuifolius) já está em flor. Esta pequena planta bulbosa é muito comum no Algarve, e parece gostar muito da beira das estradas. Cada vez mais aproveito aquilo que por cá é natural, e talvez banal, transplantando, sempre que posso, alguns exemplares para o jardins que faço. Por um lado, tenho um enorme prazer em mostrar os enquadramentos que crio para elas e, por outro, tento mostrar, a quem nos visita de outras regiões do mundo, aquilo que de melhor a nossa flora tem para mostrar. Há cada vez mais turistas que procuram conhecer aquilo que Portugal tem de diferente dos demais. Por vezes, até eu fico admirado com o aspeto que estas plantas adquirem quando transplantadas.
No caso desta planta, que normalmente seca com os dias mais quentes nos finais da primavera, voltando a ter folhas verdes com as primeiras chuvas e floração no inverno, constatei que se for plantada junto à água (como aconteceu com as primeiras, que levei para junto do lago da Catita), não só se mantém sempre verde, como produz floração ao longo do ano. Fiquei ainda mais fã do pequeno gaimão, também conhecido, por alguns, como abrótea!
Por fim, o antes e o durante da construção do jardim do nosso amigo Ludgero, no dia em que esperávamos o "terrível" frio da Sibéria... E, como sempre, acabei a transpirar em bica... Meus amigos, isto é trabalho que aquece muito!
Subscrever:
Mensagens (Atom)