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sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

As flores de Portugal no jardim da Catita


Mais uma vez partilho aqui imagens de algumas das mais bonitas flores selvagens do nosso território, e que compõem a coleção de plantas do jardim.
Muitas vezes dou comigo a pensar como seria interessante e didáctica a existência de um jardim nacional, apenas composto por flora selvagem. Bem sei que a Catita não é exemplo disso, mas orgulho-me de mostrar algumas das nossas mais belas flores, entre quatro paredes.
Repito e voltarei a repetir as vezes que forem necessárias, A beleza está nos olhos de quem vê, e aos meus olhos, algumas das nossas FLORES são um verdadeiro espanto... 

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Comportamento das plantas ao longo do ano










Vivendo no Sul do país, onde a chuva não abunda, tento ser sempre bastante responsável em relação ao consumo de água. Por essa razão, como já tenho vindo a referir, optei por construir um jardim xerófilo à base de plantas suculentas, aromáticas e plantas de bolbo. 
Claro que, nesta altura do ano em que a seca é extrema, e apesar de alguma rega que faço, o jardim está uma sombra  do que é habitualmente. E por mais que eu diga, a quem me visita, que o jardim é muito florido durante o resto do ano, sobretudo a quem não conhece a natureza das plantas, acham que eu estou a brincar com elas... A minha sorte são as muitas fotos que vou tirando ao longo do ano, e que servem de prova. Felizmente, a Catita conta com as cores fortes da floração das buganvílias, e que  se mantém durante uma grande parte do ano.
Pessoalmente, gosto de acompanhar a transformação do jardim e assistir ao milagre da vida, e isso pode ser visto nestas várias colagens, que mostram a mesma suculenta no verão e no inverno. Por vezes, difícil é imaginar que se trata da mesma planta.
Já fui acusado de tratar mal as minhas plantas, não as regando, mas a única coisa que faço é copiar os ensinamentos da mãe natureza...

sábado, 21 de abril de 2012

Mais algumas fotos do dia...







Estas são mais algumas belezas possíveis num jardim com baixo consumo de água. Ao longo dos últimos anos, tenho trabalhado nesse sentido, aproveitado as sombras de algumas árvores, aplicando casca de pinheiro, e usando telas para jardim, a fim de conservar a humidade do solo, adicionado composto à terra, etc...
Alguma da água que sou obrigado a gastar, destina-se a regar árvores de fruto, que são parte integrante do jardim. Consigo ter fruta o ano inteiro, com a vantagem de as árvores proporcionarem muita sombra nos meses mais quentes. A localização para estas árvores, sobretudo as mais novas, teve em conta as várias áreas para refeições de que o jardim dispõe, dado que o meu conceito favorito é ter fruta madura sempre à mão... Por ex., quando almoçamos junto de uma romãzeira em setembro, é quase certo que a romã será a sobremesa. Acho difícil ser mais ecológico... 
Penso  ter conseguido criar um espaço rico em cor e bastante aromático, que combina muitas das nossas plantas autóctones com aquilo que existe de mais exótico, e que está igualmente adaptado a este clima. Isto para não falar de toda a rica fauna que habita o espaço. 
Está aqui a prova de como é possível um jardim verde (e é algo que não me canso de dizer), sem abusar no consumo de água, com uma média de consumo de mil litros por semana, durante os meses mais quentes (recordo que a área é de mil metros). 
Bom fim de semana.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Uma semana depois...







... até eu gostaria de ser um deles, para poder brincar por entre estas pedras e plantas, que compõem parte do novo jardim. A forma natural e inocente com que brincam é, talvez, comparada à forma como trabalho e me dedico a cada pedra ou planta acrescentada. Estou a viver dias de encantamento.
Vamos ver se fico um pouco menos encantado e respondo aos muitos emails que tenho recebido e que desde já agradeço.

domingo, 3 de julho de 2011

Almoço entre amigos









Foi um agradável almoço no jardim da Fig tree house, em Alcantarilha Gare. É mais um exemplo de um jardim adequado à região do Algarve, onde a maioria das plantas são resistentes à falta de água. Os donos da casa são britânicos, mas resistiram à tentação de criar um "jardim inglês", e deixaram-se influenciar pelas características específicas daqui. A utilização de cor nas paredes ajudou na criação de um cenário mediterrânico, para além de permitir um contraste maior com o verde das plantas.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Passeio de sábado...


Hoje de manhã acordei com vontade de ir ver o mar e de caminhar ao longo da falésia, bem próximo de Albufeira (S. Rafael). E ao longo do percurso pude observar algumas boas soluções paisagísticas para quem tem dúvidas em planear espaços, combinando pedras, plantas e companhia, o meu trio favorito! Perante tais dúvidas, e se a intenção tem como base jardins de baixa manutenção e com utilização de muito pouca água (jardins xerófilos), nada como tirar lições da mestre Natureza , sábia como sempre, ao longo de uma caminhada como esta.
Nesta selecção de fotos, podemos ver alguns arbustos, tais como a giesta branca (Cytisus striatus), a aroeira (Pistacia lentiscus), o zimbro (Juniperus turbinata), a palmeira anã (Chamaerops humilis); flores, como a azedas, uma africana bem instalada (Oxalis pes-caprae), os narcisos brancos (Narcissus papyraceus), o goivo-da-praia (Malcolmia littorea), o cornichão (Scorpiurus sulcatus); e outras plantas, como o bago-de-arroz (Cedum album), os agaves e a piteira, estas últimas originárias da América Central, e há muito por cá enraizadas. Um outro aspecto marcante desta caminhada, e deste tipo de paisagem (tão bela quanto simples), é a mistura dos aromas adocicados de algumas das plantas com o cheiro do mar, uma perfeita aromaterapia 100% natural e gratuita.