Já há algum tempo que andava com vontade de transplantar uma das mais bonitas plantas que crescem nas zonas sombrias do barrocal algarvio, conhecidas por rosas albardeiras (Paeonia broteroi). O destino só podia ser um: o jardim da Catita, onde tenho andado a criar um espaço dedicado à nossa rica flora algarvia. Esta planta parece ser muito sensível, por isso, temos de ter muito cuidado nesta tarefa. Para começar, a raiz não pode ser danificada, ou seja, é necessário escavar à volta da planta, por forma a obter um torrão sólido envolvendo toda a raiz. Como me considero um amigo da natureza, a escolha das plantas teve a ver com a quantidade existente no sítio, porque é sempre minha preocupação não degradar um espaço natural!
Mesmo assim, e em forma de agradecimento, tenho por hábito recolher algum lixo, que infelizmente é comum encontrar nestes cenários... Desta vez, encontrei no mato uma mesa e uma cadeira de plástico, que também fez parte da preciosa carga, claro que com um destino bem diferente, a reciclagem. Depois do trabalho árduo e muito transpirado, que tal um banho na ribeira ali ao lado?
Em relação ao transplante, há que ter sempre em atenção as condições naturais em que a planta cresceu, e sempre que possível, reproduzir essas mesmas condições (o mesmo tipo de terra, a mesma exposição solar, etc.) no novo local para onde são transplantadas.

