terça-feira, 6 de março de 2012

Uma semana na Catita









Trocas e baldrocas, ora tenho um Ludgero "patrão", ora tenho um Ludgero ajudante. Ontem tive a ajuda do Luís também. Na próxima semana, invertemos os papéis, só para não enjoar.
Esta construção está a ser um pouco difícil, pela sua localização no jardim, o que me obriga a transportar muitas toneladas de material no carro de mão, atravessando todo o jardim e descendo degraus e, claro,  a ajuda nunca é de mais. Gostava de poder terminar este projeto antes do Verão, mas com as ideias que tenho para decorar este muro, e mais a construção do jardim do Ludgero, não sei não...
Enquanto isso, no jardim da Catita, temos sempre algo de belo para contemplar, sendo esta uma boa razão para fazer uma pausa no trabalho e descansar.

domingo, 4 de março de 2012

Mais 14 km de Via Algarviana






Mais uma bela caminhada, desta vez entre as povoações de Vaqueiros e Cachopo. Por entre aldeias quase abandonadas, cheias de histórias e nostalgias, onde as tradições ainda fazem sentido, e montes e vales onde as águas ainda correm, apesar da seca em que o país se encontra. E onde muitos dos poços/minas têm forma de U e escadas, e os palheiros são semelhantes a moinhos de planta redonda. Estes foram os últimos 14 km antes de entrar na serra do Caldeirão, onde nos espera um outro Algarve... Já só faltam cerca de 226 para terminar!
Ficam aqui algumas fotos do dia. Espero que gostem.

sábado, 3 de março de 2012

Enxertia de videiras


Todos os anos, sou obrigado a pulverizar as minhas videiras de 3 em 3 semanas, a fim de controlar o míldio e o oídio, e como é tarefa de que não gosto, pensei em fazer alguns enxertos em algumas delas. 
Consegui algumas varas de uma casta que parece ser muito resistente àquelas doenças, e com uma outra vantagem, a de produzir uva de mesa com um amadurecimento mais tardio. Isto vai permitir-me, juntamente com outras videiras que não enxertei, ter uvas durante todo o Verão. 
A minha primeira experiência com a enxertia de videiras aconteceu no ano passado, e como foi muito fácil, deixo aqui uma breve explicação do processo, que pode ser acompanhado através das fotos da esquerda para a direita, e de cima para baixo.
Um dos segredos do sucesso das enxertias, está na encaixe perfeito entre as duas partes, o cavalo (a árvore ou planta que vai receber o enxerto), e o garfo, que é uma parte da nova planta que se vai juntar à existente. 
A planta, que vai receber o garfo, deve ser cortada 10 a 15 centímetros do chão, e o garfo deve ter um ou dois gomos, de onde sairão os novos rebentos, se tudo correr bem. O corte de encaixe deve ser feito abaixo destes, e deve ser mais largo do lado do gomo. Por fim, e algo que facilita muito o ato de enxertar, deve envolver-se toda a zona do enxerto com uma fita plástica, apertando muito bem, e deixando a gomo de fora. Esta fita será removida 2 meses mais tarde, isto se o gomo tiver dado origem a um novo rebento, sendo este um sinal de que a enxertia pegou.
A enxertia deve ser feita durante as horas de menor calor e as varas/garfos devem ser hidratadas durante algumas horas e, para isso, basta mergulha-las em água.   

quinta-feira, 1 de março de 2012

Já chove (pouco) e faz Sol...








E como dizia a minha avó, "e as bruxas a fazer pão mole". Bem, neste caso, é mais uma bruxinha boa e um lobisomem mau... Estou a brincar, claro! O que importa foi o fazer parte deste processo de amassar o pão, e tentar perceber toda uma tradição a ele associada. Como no exterior chovia um pouco, acabei por dar uma mãozinha no amassar, e assim completar o meu workshop do pão.
O resto do dia foi destinado à plantação da estrelícia, e de muitos gaimãozinhos (asphodelus tenuifolius). Estes últimos totalmente grátis e, para isso, bastou ir com uma picareta buscar algumas dezenas, dos muitos que crescem junto das estradas como, por exemplo, na EN 125. E como esta estrada vai entrar em obras de alargamento, mais um razão para os transplantar. É uma das nossas belas plantas, e que, a meu ver, resultam muito bem, em qualquer jardim mas, infelizmente, é pouco usada por cá. No caso de hoje, bastou plantá-los no jardim para, aos olhos de alguns, se tornar interessante, como sempre...
Tenho um amigo, não muito dado a jardinagens, que, quando eu lhe dizia que determinada planta comum no campo, tinha sido transplantada por mim, o seu comentário era quase sempre "parece mesmo uma flor de jardim"... Ainda temos muita gente que pensa como ele, e que acha que só o que vem em vaso de algum garden center é que é planta de jardim...
Quem parece que não achou muita piada à chuva, foram os "canitos" do Ludgero. Acho que foi a primeira vez que eles a viram e sentiram no pêlo, e não me parece que tenham gostado.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

As meninas já estão à janela....






  

Mais um dia animado, produtivo e criativo, lá para os lados do jardim do Ludgero, nas Benfarras. E estas fotos são apenas de alguns dos momentos do dia. 
Estou  muito feliz com a solução que encontrei para expor as pedras que vieram de Sintra, pedras essas que faço sempre questão de incluir nos meus projetos. Neste caso, as minhas belas "mastrontas", assemelham-se a rostos, quando expostas em cada nicho. Quando iluminadas com velas, ficam ainda mais interessantes. Acho que estes muros em pedra ganham muito com toda esta fantasia.
É claro que um jardim como este tem sempre espaço para mais umas plantas, e se pudermos reutilizá-las, melhor ainda. Foi o que aconteceu, depois do almoço. De regresso ao jardim, lá estava mais um monte de aloés, à beira da estrada. É verdade que o carro já trazia um belo lote de pedras, mas há sempre espaço para mais umas plantas.
No final, ainda houve tempo para ir buscar uma bela estrelícia à estufa da família. E que estufa! Mais parece um fantástica selva.
A última foto de papoilas e malmequeres, é dedicada a todos os que deixaram comentários neste mês, o que é sempre agradável receber. Obrigado a todos.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Ontem, "a penantes", lá fizemos mais 20 km da Via Algarviana







Aqui estão mais umas belas imagens do tal Algarve, que poucos conhecem, e onde somos constantemente presenteados com a simplicidade humana e a vastidão da paisagem. Ao longo dos 20 km, passamos por algumas pequenas localidades, onde a simpatia dos seus poucos habitantes nos deixa a vontade de voltar a percorrer esta via.
Como sempre, estas fotos estão muito longe de transmitir a realidade destas populações perdidas no espaço, e por vezes até no tempo, e que aos olhos dos "urbanos consumistas" não fazem qualquer sentido. Embora acredite que estas gentes, com muito pouco, facilmente poderiam dar preciosas lições de simplicidade: apesar da vida dura associada a esta forma de viver, ou melhor, sobreviver, são felizes, e muitos de nós que, tudo tendo, vivemos, muitas vezes, miseravelmente infelizes...    

Mas uma vez, não me arrependo de um único km caminhado. Bem haja  à organização.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Fotos do dia







Mais um sábado bem passado, com muito trabalho à mistura, e acompanhado dos meus bons amigos de Alcantarilha... E, claro, mais um incrível tronco de amendoeira que conseguimos "salvar" do lume, e que passou a ornamentar o jardim da Quinta dos Reis. Até o gato Kikas gostou dele ;-)
Amanhã é dia de mais uma caminhada, desta vez de 20 km... só espero conseguir chegar ao fim, depois de uma semana de trabalho!

Bom fim de semana

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Obrigado, amigo Hans da Suécia



Se há coisa que a blogosfera permite, é a partilha de hobbies, e conhecer pessoas interessantes que, de outra maneira, seria talvez impossível, dada a distância geográfica que muitas vezes existe.
Hoje, um amigo da blogosfera, que vive no extremo norte da Europa, mais precisamente a norte do círculo polar Árctico, na Suécia, ofereceu-me um prémio Blog honorário Liebster. Gosto de visitar o blog do Hans porque, para mim, tal como uma vez ele disse em relação ao meu, as fotos que ambos apresentamos são algo exóticas para cada um de nós. Vivemos em realidades climáticas muito diferentes, e localizadas nos opostos desta Europa e, graças aos blogs de ambos, encurtamos essas distâncias. 
Como não tenho nenhum prémio para lhe retribuir, dedico-lhe esta foto, de uma amendoeira florida, num dia de inverno, algo quente e cheio de luz. Acredito que é coisa que não existe por terras da  bela Suécia ;-)

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Esta semana, o muro da Catita começou a ganhar forma...





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No inicio, confesso que fiquei um pouco irritado com a sugestão/exigência do vizinho, no sentido de construir um enorme muro no limite do jardim da Catita. É claro que eu preferia a sebe verde, tal como estava. Depois de muito refletir sobre o malfadado muro, comecei a aceitar a alteração. Agora não penso noutra coisa, e até já gosto da ideia. Por um lado, o jardim vai ganhar privacidade, e por outro, esta construção vai permitir-me reutilizar muito material que tenho "salvo" do lixo, como é o caso destas belas portas art déco, sobre as quais já publiquei no blog (ver aqui). Neste caso, pretendo recriar com elas a fachada de uma casa e, desta forma, criar a ilusão de que existe toda uma casa por detrás delas. Para tornar este efeito ainda mais real, vou iluminar as janelas.
Diariamente vou acrescentando mais e mais coisas a esta construção. Espero, no final, ter construído um muro único, orgânico e atrativo, com alguns apontamentos inspirados no trabalho do arquiteto Antoni Gaudí, feitos com muitos fragmentos de azulejos que há muito estavam guardados.
O arbusto com floração branca das últimas fotos, é o piorno-branco (retama monosperma) que, por vezes, é confundido com a giesta. É um arbusto comum em estado selvagem no Algarve e, para além de se tratar de uma planta resistente à seca e bastante perfumado, é, sem dúvida, muito ornamental.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

A sempre bela e fantástica, serra de Sintra











Durante a minha adolescência, um dos meus passatempos foi descobrir os segredos deste cenário encantado, que é a serra de Sintra. Hoje, e 25 anos depois, tenho um enorme prazer em ser o guia dos meus sobrinhos e, desta forma, revisitar este fantástico mundo cheio de fantasia, beleza e história, atempadamente reconhecido pela Unesco em 1995.
É nestes cenários, e naquilo que vivi, que, diariamente, me inspiro para fazer aquilo que tanto prazer me dá hoje, criando os meus cenários de pedras e plantas.