Esta pode ser uma opção interessante para jardins de baixa manutenção, pois permite decorar espaços de uma forma barata, e com a vantagem de poder ser mudada sempre que se sinta vontade de o fazer. A meu ver, é uma excelente terapia e tenho por hábito mudar os desenhos, no mínimo, uma vez por estação. Tecnicamente falando, deve ser feito um isolamento da área com uma tela impermeável, específica para jardins, e a brita que utilizo tem a designação corrente de "bago de arroz" (3 a 6 mm). Nas fotos, utilizei uma brita mais grossa, porque este jardim é frequentado por muitos gatos com uma grande vontade de fazer buracos!!
Acho que sou um respigador moderno... Não tenho uma profissão definida, não tenho colegas de trabalho, e vivo dos pequenos prazeres do dia-a-dia, difíceis de explicar. Tudo o que faço é feito com paixão e total entrega àquilo que, para muitos, não tem qualquer valor. Gosto de criar os meus jardins secretos, reciclando, sempre que possível, plantas e outras coisas que vou encontrando no meu caminho. Agradeço a visita daqueles que queiram partilhar das minhas paixões...
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
sábado, 2 de outubro de 2010
As minhas lanternas em pedra
Estas são algumas das lanternas criadas por mim, e utilizadas nos espaços verdes que construo. O objectivo é atrair o olhar de quem passa para uma determinada área desses espaços. A meu ver, é uma solução relativamente fácil, pois só precisamos de algumas pedras, um cinzel e um martelo para criar um nicho para velas. Se a primeira não ficar muito bem, a segunda ficará.
Na minha opinião, quanto mais naif o trabalho parecer, melhor.
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Cegonhas e mais cegonhas
Há já alguns anos que acompanho a evolução desta colónia e, por mais que custe a acreditar, a árvore já foi um pinheiro majestoso... Os membros da família foram aumentando e o condomínio teve de crescer, a ponto de rebentar pelas costuras!
Amaryllis belladonna no Algarve
É uma das flores que, neste momento, dão um ar da sua graça, no jardim da Catita (duas últimas fotos). As duas primeiras fotos foram tiradas junto a uma ruína, na zona de Messines, parecendo quase um cenário da África do Sul, de onde são originárias. Na minha opinião, é uma das flores que combinam muito bem com agapantos, pois quando estas estão em flor, aqueles compensam a sua falta de folhas verdes, e vice-versa! O mesmo espaço produziria, assim, flores duas vezes por ano, em alturas diferentes. É mais uma planta nada exigente e perfeitamente adaptada ao nosso clima.
Operação de salvamento: Shefflera arboricolo
Esta manhã, quando fui ao ecoponto reciclar, encontrei esta pobre coitada de raiz nua, e completamente abandonada... Como é hábito da minha parte, peguei nela e comecei a planear um espaço digno para a colocar. E mais uma vez, como não podia deixar de ser, lá foi ela parar aos jardins da Casa Catita, o meu hospital verde privado! Penso que o resultado final ficou interessante, pois este espaço estava a precisar de um arbusto, não muito exigente.
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Haemanthus coccineus
Considero esta bela flor a primeira de um longo ciclo de floração anual no meu jardim. A flor é um espanto, tem tanto de estranho como de belo, e é um apontamento de cor muito interessante num espaço verde. Todos os anos, por esta altura, surgem do nada e em poucos dias morrem, e são substituídas por folhas de um verde muito intenso, longas (até 70cm), largas e rasteiras, semelhantes a umas grandes línguas... As folhas permanecem no jardim até à Primavera, desaparecendo tudo até uma nova floração.
É originária da África do Sul e é adequada para jardins em zonas climáticas 9-10. Não gosta de sol directo e após a queda das folhas, é de evitar regar a zona onde ela dorme.
Ervas aromáticas da Casa Catita
Todos os anos, após um Verão longo e quente como foi o deste ano, há sempre a necessidade de fazer uma limpeza geral do jardim. Ao fazê-lo, aproveito para secar algumas ervas aromáticas, destinadas a chá e também para decorar algumas partes da casa, aproveitando os seus aromas. Este jardim tem muita alfazema, tomilhos e poejo, entre outras.
Duas delas, a Bela-luz (um tomilho, Thymus mastichina L.), embora pouco conhecida, é sem dúvida uma das plantas mais aromáticas que temos no Algarve. Sehundo parece, pode ser usada como especiaria na cozinha, como substituto do sal, dado que um dos seus nomes comuns é "sal puro", por exemplo, em refogados, dando um toque muito especial ao prato. A outra é o poejo (Mentha pulegium), igualmente de aroma intenso, e muito comum na cozinha tradicional alentejana. É uma excelente planta para chás e para licores. A infusão dela resultante é um excelente balsâmico para o estômago. Adoçado com uma colher de mel é uma delícia.
Para os mais curiosos em conhecer o sabor, poderei enviar, na medida do possível, enviar algumas pequenas amostras...
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Dica: cesto artesanal para plantas
Uma das minhas actividades de hoje foi executar este cesto, usando, para isso, um pedaço de rede de capoeira, algum musgo, um feto (Platicerium Bifurcatum) originário da Oceania, e relativamente bem adaptado à região do Algarve. As fotos mostram as várias etapas de execução para quem quiser aventurar-se...! Utilizei ainda algumas suculentas para colocar na parte exterior do cesto.
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Pedra sobre pedra
Desde muito jovem, senti uma atracção forte por ruínas arqueológicas, e um fascínio muito grande pelo trabalho da pedra e técnicas de construção. Alguns anos mais tarde, apercebi-me que podia pôr em prática este tipo de construção e, em parte, recriar o passado, construindo "ruínas" nos espaços verdes que criava. Reconheço que este meu hobby é muito solitário, dado que tenho necessidade de conceber e construir cada centímetro dessas ruínas, logo, é incompatível com a presença de ajudantes. Tenho tido a sorte de executar este tipo de trabalhos em várias partes do mundo, p. ex., nos EUA e na Nova Zelândia, e aproveito este trabalho para viajar e conhecer um pouco o mundo. aqui apresento apenas uma selecção de alguns desses trabalhos.
Do bruto ao lapidado
Uma das minhas paixões é a escultura em pedra. Esta foi encontrada à beira da estrada durante um passeio no campo e sendo uma brecha (aglomerado natural de seixos rolados), achei que tinha potencial. Peguei nela, coloquei-a no carro, com esforço, mas feliz da vida. Comecei a esculpi-la e acabei por criar uma pia de jardim que poderá servir para os pássaros tomarem banho. Mais uma vez pude pôr em prática os conhecimentos adquiridos em família, dado que sou um herdeiro de técnicas de trabalho em pedra que datam de há séculos.
sábado, 18 de setembro de 2010
Jardim do pátio interior da Casa Catita
O Algarve é uma região do país que tem um clima característico de uma zona 10, o que permite combinar plantas exóticas de várias partes do mundo, da mesma zona climática. Em relação a estas imagens, as plantas são quase todas originárias da América Central/Sul, com a particularidade de todas elas serem resistentes a Verões secos. Entre elas, destaco o Agave Attenuata, a Yucca Aloifolio "Marginata", Tecoma Stans (flor amarela), Buganvilia e romãzeira. Na base de todas estas plantas, existem também algumas plantas aromáticas, sobretudo no limite do passeio, de forma a libertar odores quando são tocadas. Entre elas, alfazemas, tomilhos, hortelã e poejo.
Para refrescar, existe o lago, com seis carpas Koi, algumas rãs concertistas, uma bonita ilha de nenúfares, com um apontamento ou outro de trabalhos meus em pedra esculpida.
Subscrever:
Mensagens (Atom)







